Criptomoedas perderam a batalha contra moedas fiduciárias, diz chefe do BIS

O ex-presidente do Banco Central do México e economista com PhD em Chicago, Agustín Carstens acredita que as criptomoedas já perderam a batalha contra as moedas fiduciárias, após uma série de colapsos em 2022.

Hoje atuando como gerente geral do BIS, o banco central dos bancos centrais, ele compartilhou sua visão em uma reportagem da Bloomberg.

Ou seja, enquanto as criptomoedas se apresentavam como uma alternativa viável ao colapso das moedas emitidas por bancos centrais, Agustín acredita que todas falharam em sua missão.

O que disse o gerente geral do BIS sobre a batalha das criptomoedas com moedas fiduciárias?

Dizendo que “essa batalha foi vencida”, Agustín Carstens acredita que uma possível concorrência das criptomoedas com moedas fiduciárias chegou ao fim.

Isso porque, em sua opinião, uma tecnologia não é capaz de gerar uma forma de dinheiro confiável para uma população. O chefe do Bank for International Settlements declarou que a turbulência vivida pelo mercado em 2022 comprova sua teoria.

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Em conversa com a Bloomberg TV, Carstens ainda declarou que apenas uma infraestrutura de banco central pode criar um dinheiro forte.

“Apenas a infraestrutura legal e histórica por trás dos bancos centrais pode dar grande credibilidade”, disse o economista mexicano.

G20 vai pedir regulação forte para as criptomoedas

Além de indicar que as moedas emitidas por bancos centrais deixaram as criptomoedas no passado, o economista do BIS também projetou o futuro do mercado.

De acordo com Agustín Carstens, o G20 deve pedir uma regulação forte para as criptomoedas em breve, o que deve impor novas regras ao mercado. Segundo ele, a declaração contará com uma série de imposições aos países membros, que buscam operacionalizar um conjunto de regras com padrão.

O próprio chefe do BIS acredita que as criptomoedas só podem continuar existindo com limitações, ou seja, sob certas condições.

“Stablecoins não podem atrapalhar o sistema monetário”

Em conversa com a reportagem, o chefe do BIS defendeu que os bancos centrais criem suas versões de moedas digitais, chamadas CBDCs. Como exemplo, ele citou a busca que ocorre em Cingapura hoje, que para ele é um bom caso.

Além disso, a utilização de depósitos bancários tokenizados podem modernizar o sistema monetário global. Com isso, ele defende que bancos centrais busquem criar seus produtos em parcerias público-privadas, com registros em blockchains seguras.

Contudo, Carstens não confia no uso de stablecoins, que colocam investidores sob riscos, com casos concretos no mercado de colapsos no setor. Neste sentido, ele pediu que reguladores não aliviem tal tecnologia, considerada de alto risco em sua visão.



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