ABCripto lança selo para certificar exchanges de criptomoedas do Brasil

A ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia) lançou um selo para certificar a integridade e segurança das empresas e exchanges de criptomoedas com atuação no Brasil. A iniciativa tem como objetivo reforçar as medidas de autoregulamentação no setor, e empresas nacionais e estrangeiras com escritório no país podem requisitar a certificação.

Para receber o selo da ABCripto, as empresas devem passar por uma avaliação feita pelas consultorias Deloitte e KPMG. Os relatórios são emitidos pelas consultorias com base nos princípios de autoregulação da ABCripto e serão analisados pela instituição, que emitirá o selo.

A certificação terá validade de um ano, após o qual a empresa deverá pedir a renovação. Além disso, é necessário que a empresa seja associada à ABCripto para entrar com o pedido do selo.

De acordo com Tiago Severo, Diretor Jurídico, Compliance e Autorregulação da ABCripto, o selo é o primeiro passo para fomentar segurança ao mercado e investidores, principalmente pensando no consumidor-investidor.

“O selo aborda as melhores práticas que o mercado cripto pode utilizar no Brasil antes da regulação. Em 2020, lançamos o código de conduta e de alta regulação, para a prevencao da lavagem de dinheiro. Agora, o selo de qualidade e conformidade da Associação tem três frentes, sendo elas: lavagem de dinheiro, segurança e custódia”, disse.

Ainda segundo Severo, esses pontos concretizam a autorregulação em etapas, sendo a primeira o status de autenticação para as melhores práticas de LPD. Ele destca também que além da KPMG e Deloitte, o processo será conduzido em parceria com Caputo, Bastos e Serra Advogados.

“Atualmente a autorregulação da ABCripto aborda a conduta de prevenção à lavagem de dinheiro. Além disso, planejamos pontuar temas como governança, compliance, operações e cibersegurançao no conjunto de regras”, destacou.

Atualmente a ABCripto conta com dezoito membros: Foxbit, Mercado Bitcoin, NovaDAX, Z.ro Bank, Alter, Travelex Bank, EasyCrypto, Uniera, OWS Brasil, Ripio, Bitso, MetaMap, Deloitte, VDV Advogados, KPMG, Chainalysis e 99Pay.

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