Operação Sextorsion prende três suspeitos que exigiam PIX e criptomoedas de vítimas

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Durante a Operação Sextorsion, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Patos de Minas, prendeu três suspeitos de organização criminosa que exigia PIX e criptomoedas de vítimas. A ação foi deflagrada na última quinta-feira (16), a pedido da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O trio operava uma fraude simples, mas que vinha deixando vítimas pela internet com problemas. Isso porque, eles criavam falsos perfis de mulheres em busca de encontros via aplicativos.

Durante as conversas com as vítimas, em maioria homem, os golpistas pediam fotos e vídeos íntimos das pessoas. Assim começava a prática criminosa, com eles pedindo dinheiro para não vazar os dados pessoais de quem mandava seus conteúdos.

Operação Sextorsion deflagrada pela PCDF prende trio que cobrava PIX e criptomoedas de vítimas

De acordo com a PCDF, a Operação Sextorsion, deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), investigava os suspeitos há algum tempo.

Eles praticavam uma conduta criminosa de exposição da intimidade de suas vítimas na internet, sempre que não recebiam valores combinados de resgate.

Quando encontravam uma nova vítima, pediam muito dinheiro como pagamento para o não vazamento, seja via PIX ou criptomoedas.

“De posse desse material, os cibercriminosos exigiam, em troca da não divulgação do conteúdo íntimo, quantias expressivas em dinheiro, por meio de PIX ou criptomoedas (ativos virtuais).”

No interior de Minas Gerais, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com apoio da PCMG. Dentre os identificados pela conduta criminosa em Patos de Minas, duas pessoas do sexo masculino (24 e 31 anos), além de uma do sexo feminino (27 anos) acabaram sendo identificados.

No Distrito Federal, uma vítima de 68 anos divulgou o esquema para autoridades, que agora encerraram o esquema criminoso pela internet.

Suspeitos podem pegar 29 anos de prisão

Todo o material recolhido pela operação policial passará por perícia criminal para apuração das condutas dos suspeitos. Após isso, um laudo deverá revelar para a justiça se os suspeitos de fato praticavam os crimes.

A polícia civil não divulgou se apreendeu algum dinheiro ou criptomoedas dos suspeitos, nem divulgou se contas em corretoras ou bancos estão bloqueadas durante as investigações.

De qualquer forma, os criminosos podem pegar até 29 anos de prisão caso sejam condenados. Os crimes apurados são de organização criminosa, falsa identidade, extorsão majorada e lavagem de dinheiro.

O crime chama atenção no Brasil, país que ainda não registra muitos casos de extorsão associadas ao pagamento com criptomoedas. Desde 2019, os crimes de extorsão sexual com pagamentos em moedas digitais crescem em todo o mundo.

Para evitar se tornar vítima de um golpe assim, pessoas que realizam encontros sexuais pela internet devem tomar cuidados com informações pessoais compartilhadas, assim como imagens e vídeos.



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