O ecossistema de ativos digitais deve começar esta terça-feira (23) com o início da negociação de fundos de índices (ETFs) spots atrelados a Ether nas bolsas dos Estados Unidos (EUA). Isso porque a Comissão de Valores Mobiliários do país (SEC) autorizou a negociação desses produtos. Serão produtos das oito instituições financeiras que pediram autorização, basicamente as mesmas que têm ETFs spot de bitcoin. Muitos esperam que os novos produtos puxem para cima o preço da segunda maior criptomoeda em valor de mercado, como aconteceu com bitcoin depois do lançamento de ETFs spot nos EUA, em janeiro passado.
Para preparar o terreno para os lançamentos, a SEC tomou alguns cuidados, entre eles o de sinalizar que vê Ethereum como uma commodity e não como valor mobiliário. Isso aconteceu em junho passado, após uma disputa com a ConsenSys, com cartas indo e vindo sobre o assunto e um lado processando o outro.
Antes disso, a SEC aprovou, em 23 de maio passado, a oferta dos ETFs pelas bolsas de valores. Mas, faltava a aprovação para as instituições, o que aconteceu agora. Com isso, a segunda criptomoeda de maior valor de mercado sobe mais um patamar na diversificação de possíveis negócios com o token.
Entre as instituições financeiras estão BlackRock, VanEck, Fidelity, VanEck, Franklin Templeton e Grayscale. Essa última repetirá a estratégia de seu ETF de bitcoin ao converter um fundo de investimento já existente, no caso de Ethereum, para ETF. Os produtos serão negociados na Cboe (Chicago Board Options Exchange), Nasdaq e NYSE.
O preço de Ethereum variou de US$ 3.520 no início desta segunda-feira a US$ 3.474 às 22h00, com altos e baixos ao longo do período. Às 22h00 estava com queda de 1,49% em 24 horas e alta de 0,41% em sete dias. Se a busca pelos ETFs spot for similar ao que se viu nos ETFs à vista de bitcoin, prevê-se um fluxo de bilhões, segundo casas de análises. A Steno Research, por exemplo, que os novos fundos podem receber até US$ 20 bilhões nos primeiros 12 meses. É o que chegou aos de bitcoin em sete meses.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





