Estudo global revela que Brasil tem o 6º maior número de proprietários de criptomoedas

Um novo estudo global realizado pelo CoinJournal revelou que o Brasil tem o 6º maior número de proprietários de criptomoedas. Segundo a publicação, cerca de 7% da população brasileira tem algum tipo de criptoativo.

Analisando dados como ganhos com criptomoedas, numero de empresas que atuam no setor de criptoativos e o total de holders de criptomoedas, o Brasil ganhou uma pontuação de 9.52, colocando a nação entre os países em que os criptoativos fazem mais sucesso.

Segundo os dados, o Brasil lidera com folga o setor de criptomoedas na América Latina e, em todo o continente americano, perde apenas para os EUA, que lideram o ranking do CoinJournal.

Rank Country Crypto owners % of population Crypto owner score/10
1 United States 46,020,521 13.74% 9.94
2 Vietnam 20,210,834 20.27% 9.87
3 Pakistan 26,457,317 11.50% 9.78
4 Nigeria 22,332,791 10.34% 9.72
5 South Africa 7,712,116 12.45% 9.62
6 Brazil 16,652,150 7.75% 9.52
7 Kenya 6,101,599 11.60% 9.49
8 Philippines 6,986,919 6.13% 9.27
9 Thailand 4,332,129 6.47% 9.17
10 Indonesia 12,237,009 4.45% 9.14

O estudo também revelou que os Estados Unidos têm de longe o maior número de proprietários de criptomoedas, com mais de 46 milhões de investidores ativos, totalizando cerca de 13% da população. 

O Vietnã ficou em segundo lugar com o maior número de proprietários de criptomoedas por país, com mais de 20 milhões de traders ativos. Também há uma porcentagem maior da população envolvida em criptomoedas do que nos EUA (20,27%).

O Paquistão ficou em terceiro lugar entre os países com o maior número de proprietários de criptomoedas, com quase 26,5 milhões de traders ativos no país. 

Todos os países tiveram um aumento considerável nos ganhos de cripto no ano passado, com os EUA experimentando um aumento de, 476% nos ganhos, enquanto o Reino Unido e a Alemanha tiveram aumentos de, 431% e 423%, respectivamente. 

Os EUA também têm o maior número de empresas de criptomoedas com mais de 4.600, no entanto, a pequena ilha de Singapura vem em segundo lugar com 643. A Estônia tem o terceiro maior número de startups cripto do mundo, atrás dos EUA e Reino Unido, com 406.

Brasileiros amam cripto

No ano passado, um estudo da Chainalysis já mostrava que o Brasil era um dos países líderes na adoção de criptomoedas. Segundo o relatório chamado Geography of Cryptocurrencies (Geografia das Criptomoedas, em tradução livre), os maiores casos de uso de criptomoedas no Brasil são: especulação, reserva de valor e remessas internacionais, ainda segundo dados da Chainalysis.

Thomaz Fortes, head da área de criptomoedas do Nubank, avalia que o aumento na especulação no mercado cripto, entre 2021 e 2022, foi causado pela democratização do acesso às moedas digitais. Por sua vez, essa democratização permitiu uma entrada maior de investidores do varejo. Os comentários foram publicados com o relatório da Chainalysis.

O Mercado Bitcoin (MB) assumiu papel de destaque no relatório em termos de captação do varejo. No gráfico feito pela empresa de inteligência, o público do MB é composto, em sua maior parte, por investidores do baixo varejo, alto varejo e traders profissionais. Esses grupos são representados por traders que investem, respectivamente: menos de R$ 5 mil, entre R$ 5 mil, e R$ 50 mil e R$ 50 mil e R$ 5 milhões.

Dan Yamamura, sócio-fundador da gestora carioca Fuse Capital, classifica o avanço no ranking de adoção como algo “super positivo” para o ambiente empresarial do mercado cripto. Ele ressalta também os esforços regulatórios feitos, que se somam ao avanço da adoção e tornam o país mais atraente para novos negócios.

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