Liqi e MB Tokens são as vencedoras entre empresas blockchain

A editoria brasileira do Cointelegraph começa a anunciar, a partir desta quinta-feira, 9 de fevereiro, as empresas de criptoativos e blockchain escolhidas para serem homenageadas entre as Melhores de 2022, um reconhecimento do Cointelegraph Brasil às empresas do país que se destacaram durante o ano de 2022 – que impôs uma série de desafios ao mercado e já foi considerado por parte dos analistas como o “maior inverno cripto da história”.

Em um ano em que grandes players globais sofreram – e até sucumbiram, pelos mais variados motivos – é importante ressaltar o bom desempenho de empresas e personalidades brasileiras no mercado, que enfrentaram os desafios enormes impostos pelo cenário internacional do mercado cripto e a forte concorrência de players globais no Brasil de forma série e competitiva.

A escolha das melhores empresas e personalidades do ano de 2022 passou por três etapas: a primeira convidou players e jornalistas a indicarem 3 escolhidos em 4 categorias: Melhor Empresa Cripto, Melhor Empresa Blockchain, Personalidade Masculina e Personalidade Feminina.

Na segunda etapa, os mesmos puderam apontar seus vencedores através de múltipla escolha. Finalmente, na última etapa a editoria do Cointelegraph Brasil se reuniu para escolher, a partir dos nomes indicados, os homenageados brasileiros do maior portal de notícias de criptomoedas e blockchain do planeta em 2022.

Vale ressaltar, portanto, que a escolha é principalmente editorial e de responsabilidade da redação brasileira do Cointelegraph. Agradecemos a todos que participaram deste processo e tiveram contribuição imprescindível na escolha final e saudamos as empresas e personalidades vencedoras, que serão revelados nas próximas semanas.

As primeiras empresas reveladas pelo Cointelegraph Brasil como as melhores de 2022 são as maiores referências do mercado de blockchain no país: Liqi e MB Tokens.

Liqi

A Liqi ultrapassou R$ 45 milhões em ativos tokenizados em 2022 e expandiu oferta de produtos e desenvolveu uma infraestrutura robusta para atender o mercado financeiro. De olho na expansão do mercado secundário, empresa que chegar aos 500 milhões de criptoativos em 2023.

Hoje, a tokenizadora atende a mais de 12 mil investidores, e ampliou sua atuação, com o lançamento de uma corretora cripto e a chegada de novos parceiros. 

O desenvolvimento da Liqi, além de ajudar na travessia do mercado de baixa, estabeleceu novas metas da fintech brasileira para 2023, entre elas a conquista da marca de R$ 500 milhões em ativos tokenizados, já que a empresa também está de olho no crescimento do mercado nacional a partir da regulamentação das criptomoedas no país.

CEO e fundador da empresa, Daniel Coquieri, destacou ao Cointelegraph Brasil que “a Liqi lançou a sua corretora cripto em maio e aproveitamos para construir toda nossa tecnologia da corretora e os processos internos que uma operação deste porte necessita. Lançamos nosso produto de infratech Cripto as a Service [CaaS] em agosto com o primeiro cliente sendo a [startup financeira] Meliuz”. Ele completa:

“Temos hoje um processo robusto de tokenização agnóstica que permite estruturar, emitir, registrar, distribuir e liquidar toda uma operação financeira utilizando um conjunto de regras programas no blockchain, trazendo muito mais eficiência e segurança comparados aos atuais processos do mercado”

Coquieri ainda se mostrou entusiasmado com a entrada de novos players no mercado de tokenização, o que, para ele, é essencial para a evolução do setor a partir de novas soluções para as demandas dos clientes.

“Nosso principal diferencial com relação aos concorrentes é que a Liqi utiliza todo potencial da blockchain para gerar eficiência operacional, reduzir custos e permitir novas operações no mercado. Todo token da Liqi é construído a partir de regras de estruturação, emissão, distribuição e liquidação, 100% programáveis na blockchain. A operação inteira acontece on-chain trazendo mais segurança e diminuindo custos de backoffice ou intermediários que podem ser substituídos pela tokenização”

Ele ainda diz que “as outras empresas de tokenização focam em outros valores como distribuição ou registro, apenas a Liqi foca em reconstruir as operações em uma infraestrutura mais eficiente e segura. A Liqi não é infraestrutura, a Liqi dá acesso à nova infraestrutura, que é a blockchain”, acrescentou.

O executivo ainda comentou a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o mercado de tokenização e falou sobre a entrada em vigor da “Lei Bitcoin” no final do ano passado, que pode ser um divisor de águas para o mercado cripto e blockchain:

“Sem dúvida nenhuma, mudanças na regulamentação vão fortalecer e acelerar a adesão da tecnologia blockchain no mercado secundário de ativos no Brasil. Para a Liqi isso é fundamental acontecer e dará a escala necessária para a empresa continuar crescendo com seu negócio principal, que é fornecer acesso à infraestrutura para os participantes do mercado. […] Acredito que precisamos continuar empurrando esta agenda junto com outros players do mercado para que as mudanças necessárias na regulação aconteçam nos próximos anos.”

A Liqi também poderá alçar novo voos a partir de um projeto-piloto desenvolvido em parceria com o banco BV, no caso a tokenização de recebíveis, iniciativa que, por enquanto, se encontra em fase de testes através de um ativo distribuído entre alguns funcionários. A iniciativa, que poderá chegar aos clientes do banco BV no futuro, foi anunciada em novembro do ano passado, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

*por Walter Barros

MB Tokens

A MB Tokens é a tokenizadora da 2TM, holding da maior exchange de criptomoedas brasileira, a Mercado Bitcoin. Em 2022, foram tokenizados R$ 118 milhões de ativos pela MB Tokens, com três emissões, duas delas esgotadas em 24 horas.

Criada em outubro de 2019, a MB Tokens surgiu com a proposta de organizar o mercado de ativos alternativos através da digitalização e registro de contratos de cessão de direitos na tecnologia blockchain, construindo uma nova infraestrutura para investimentos.

Por meio da tokenização, ou seja, a representação digital daqueles contratos, é possível fracionar, agrupar, oferecer liquidez, menores taxas e pagamento antecipado ao proprietário do ativo. Reinaldo Rabelo, CEO da MB, falou com exclusividade ao Cointelegraph Brasil.

 “Nós olhamos para a tecnologia e enxergamos que a tokenização de ativos poderia ser uma forma de democratizar o acesso a ativos reais com histórico de alta rentabilidade e riscos equilibrados, mas que antes só estavam disponíveis para investidores institucionais”

Ao longo dos últimos anos, a empresa saiu em busca de novos segmentos de mercado que pudessem oferecer oportunidades competitivas de investimentos para os clientes do mercado cripto. Além dos já reconhecidos tokens de precatórios, cartas de crédito de consórcio e esportes, a MB Tokens chegou aos ativos dos setores imobiliário, agro, energia, entretenimento, direito, recebíveis e imobiliário.

“São inúmeras as possibilidades que a tokenização traz, como a viabilidade de emissões de menor volume, a interoperabilidade com diversas plataformas, o alcance global e a transparência em toda cadeia. E vemos que essa tecnologia é mais do que o futuro do mercado, já é o presente. Estamos construindo a ponte entre o mercado tradicional e o digital e isso está apenas começando”

Desde o início da sua operação até agora, a empresa já tokenizou cerca de R$300 milhões em ativos. E no início de 2023, fez sua primeira “exportação” dos ativos para Portugal, originados no Brasil e comercializados por meio da Criptoloja – exchange portuguesa,  regulada pelo banco central europeu e adquirida pelo grupo 2TM em 2021.

*Por Cassio Gusson.

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