A BNB Chain concluiu sua 36ª queima trimestral e removeu 1.615.827,795 BNB de circulação, valor estimado em US$ 931,7 milhões no momento da operação. A oferta total caiu para 133,16 milhões de BNB, mantendo a meta de longo prazo de reduzir o supply para 100 milhões.
A BNB Chain concluiu nesta quarta-feira (15) sua 36ª queima trimestral de tokens, retirando permanentemente 1.615.827,795 BNB de circulação. O valor da operação foi estimado em aproximadamente US$ 931,7 milhões, segundo o anúncio oficial replicado pela Crypto Briefing e confirmado por cobertura da crypto.news.
Com o movimento, a oferta total do BNB caiu para 133.166.127,91 tokens. Para holders e usuários da rede, o ponto central não é apenas o tamanho da queima, mas a continuidade do mecanismo de redução de oferta que busca levar o supply do ativo a 100 milhões de BNB ao longo do tempo.
Queima reforça tokenomics do BNB
A queima trimestral faz parte do sistema Auto-Burn do BNB, que ajusta a quantidade removida com base no preço do token e na quantidade de blocos produzidos pela BNB Smart Chain durante o período. O objetivo é tornar o processo mais previsível e menos dependente de decisões pontuais.
O número desta rodada ficou acima da queima anterior, realizada em abril, quando 1.569.307,34 BNB foram destruídos. A diferença em dólares varia conforme o preço de mercado do token, mas a lógica econômica segue a mesma: reduzir gradualmente a oferta circulante sem prometer efeito automático sobre preço.
Como o CriptoBR mostrou recentemente, a BNB Chain também vem tentando ampliar casos de uso além da narrativa de token de exchange. A rede já apareceu com força em endereços ativos de stablecoins e em iniciativas ligadas a ativos tokenizados, dois segmentos que ajudam a sustentar demanda por infraestrutura onchain.
Processo passa a ocorrer diretamente na BSC
Outro detalhe relevante da 36ª queima é operacional. De acordo com a cobertura da crypto.news, a BNB Chain informou que esta e as futuras queimas trimestrais serão feitas diretamente na BNB Smart Chain após o processo de BNB Chain Fusion.
Na prática, os tokens são enviados para o endereço irrecuperável 0x000000000000000000000000000000000000dEaD, conhecido como blackhole address. Como não há chave privada utilizável para esse endereço, os ativos deixam de circular de forma permanente.
A BNB Chain também mantém um mecanismo de queima em tempo real por taxas de gás, introduzido pelo BEP-95. Segundo a página BNBBurn, uma proporção fixa das taxas coletadas em cada bloco é queimada, com o percentual definido pelos validadores da BSC.
Por que isso importa para o mercado
A redução de oferta costuma ser observada de perto por traders, mas ela não deve ser lida isoladamente como gatilho de valorização. Preço depende de demanda, liquidez, condições macro e uso real da rede. Ainda assim, a queima reforça a previsibilidade da política monetária do BNB em um momento em que redes competem por atividade, capital e narrativas institucionais.
O evento também chega em um ciclo no qual a BNB Chain busca consolidar novas frentes de adoção. Além de stablecoins e RWAs, a rede vem investindo em produtos ligados a agentes de IA, como o Agent Studio para agentes onchain.
Para o investidor brasileiro, o principal takeaway é simples: a queima reduz a oferta contábil do token, mas a tese de valor do BNB continua dependendo da capacidade da rede de gerar atividade real, manter segurança e atrair aplicações que usem o ativo para taxas, governança e staking.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





