Blockchain elimina intermediários e aumenta em até 20% lucro na negociação de grãos produzidos no Brasil

Durante o painel “O crescimento das criptomoedas pode expandir o agronegócio” no primeiro dia do South Summit Brazil 2023, a CEO da empresa Agricon Business, a publicitária Eduarda Schneider, uma das participantes da mesa de debates, revelou que a  disrupção tecnológica consegue aumentar em até 20% o lucro na negociação de grãos no Brasil. O que a empresa faz pelo uso da blockchain em toda cadeia de suprimentos. 

Na ocasião, o painel também contou com a presença de representantes da AgriGooders e da Agrotoken. Voltado ao empreendedorismo e soluções tecnológicas, o evento acontece até a próxima sexta-feira (31) nos armazéns históricos do Cais Mauá, no centro de Porto Alegre (RS). 

A empresária contou que a ideia surgiu por conta das dificuldades enfrentadas pelo pai dela, que negociava sempre com os mesmos compradores de sua produção de soja e milho em uma fazenda do interior gaúcho. Segundo ela, o contato com produtores donos de armazéns próprios facilitou a implantação de quesitos de boas práticas, como enquadramento em normas ambientais e balanço de carbono. 

“Essas informações, na Alemanha, por exemplo, poderiam agregar valor ao produto. Na China, essas informações podem ser importantes para uma indústria de shoyu premium. A gente começou a fazer essa conexão baseada em rastreabilidade e segurança comercial”, acrescentou. 

A executiva explicou que, além de reduzir o risco de vazamento de informações sensíveis como do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a blockchain encurta a distância entre os produtores e o mercado internacional, o que aumenta a possibilidade de lucro. 

“É um custo do comprador, não do produtor rural. O produtor, por retirar os intermediários, na soja transgênica, consegue de R$ 2 a R$ 5 a mais por saca, e em grãos não-transgênicos e orgânicos consegue até 20% a mais. Então, a gente consegue uma bonificação melhor”, esclareceu.

Schneider revelou que atualmente a empresa atende 750 produtores de oito estados brasileiros e conta com 27 compradores cadastrados. A empresa possui escritórios no Brasil e uma representação em Portugal para atender a União Europeia (UE), além de ter planos para iniciar uma representação na China. Em relação aos produtos, a empresa soja, milho, arroz orgãnico, café e castanhas cultivadas na Amazônia. 

O cofundador da empresa Antonio Loureiro também destacou a imprtãncia da rastreabilidade nos mercados internacionais e acrescentou que:

“Isso, de forma transparente, segura, rastreável e auditável, também desmistifica tudo. Não só entrega todas as informações e dados legítimos de todos os produtos, mas também de assuntos mais sensíveis, como a Amazônia, que é uma preocupação do mundo.”

Em outra iniciativa brasileira, a Fênix DTVM anunciou a venda da primeira barra de ouro rastreda por blockchain do país, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil. 

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