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Home Notícias

Bitcoin? Banco Central estuda operar com ‘nova classe de ativos’ para reservas internacionais do Brasil

Oliver Andrade by Oliver Andrade
julho 26, 2023
in Notícias
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Gráfico do Banco Central exibe administração das reservas internacionais do país
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O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse durante uma entrevista a Black Rock Brasil, que estuda incorporar novos tipos de investimento com as reservas internacionais do Brasil. Segundo Campos Neto, a proposta é integrar uma ‘nova classe de ativos’ as reservas do país.

Embora Campos Neto não tenha especificado o que vem a ser ‘nova classe de ativos’, constantemente o presidente do BC usa o termo para se referir ao mercado de ativos digitais (criptomoedas e tokenização).

“Reservas não é um instrumento para se obter lucro, mas para preservar captal. Então procuramos ter o melhor retorno possível com a melhor governança possível. A gente pensou em operar com gestão terceirizada em uma nova classe ativos que a gente não opera ainda”, destacou Campos Neto.

Ele reforçou que para esta ‘nova classe de ativos’ que o BC estuda incorporar nas reservas internacionais do Brasil pode ser feita com gestão terceirizada até que o BC ‘aprenda’ a operar com estes ativos.

“O processo é, geralmente assim: você tem um ativo novo, do qual você não conhece, então você começa a fazer uma gestão terceirizada até que você aprende e se a gente entende que tem capacidade de fazer aquela gestão direta a gente passa aquele ativo para gestão direta. Sempre tentando aprender o máximo sobre o maior numero de ativos, sempre com foco nos principios de preservação de capital, governança e sustentabilidade”, destacou.

Em resposta ao Cointelegraph, sobre a possível alocação de parte das reservas internacionais do BC em ativos digitais, como Bitcoin, o regulador respondeu que não “comenta expectativas de alocações nos investimentos das reservas internacionais”.

O Banco Central destacou também que o uso de gestores externos por bancos centrais é prática consagrada e bastante usual.

Em levantamento de 2021 do Banco Mundial, por exemplo, cerca de 72% dos bancos centrais consultados tinham recursos administrados por gestores externos. Dentre os principais motivos para a busca de um gerente externo, destacam-se diversificação e a transferência de tecnologia.

“O programa de gerenciamento externo das reservas internacionais teve o seu início no início dos anos 2000, e o último ciclo foi de 2012 a 2017. Mais detalhadamente, tivemos dois ciclos concluídos do programa de gerenciamento externo. O primeiro foi entre 2000 e 2010, com seis gerentes e mandatos de US$ 200 milhões para cada.  O segundo foi entre 2012 e 2017, com cinco gerentes e mandatos de US$ 1,2 bilhão para cada. Não temos desde 2017 recursos administrados por gerentes externos”, destacou.

O gráfico a seguir destaca o efetivo percentual de reservas internacionais administradas por terceiros a cada ano. Fonte: Banco Central

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Fonte

Oliver Andrade
Oliver Andrade

Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...

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Tags: ativosBancoBitcoinBrasilCentralclasseestudainternacionaisnovaoperarparareservas
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