Tyler Winklevoss, cofundador da exchange Gemini, acusou o JPMorgan de interromper o processo de reintegração da empresa como cliente após críticas públicas à nova política do banco sobre acesso a dados bancários. A declaração foi feita em publicação recente na rede X, onde Winklevoss classificou a medida como anticompetitiva, segundo ele, o JPMorgan decidiu suspender a parceria após um tuíte no qual criticava a cobrança imposta a fintechs para acessar dados financeiros dos usuários. A nova diretriz, revelada por reportagem da Bloomberg, obriga empresas como Plaid a pagar pelo compartilhamento de informações, o que, segundo Winklevoss, ameaça o funcionamento de startups que dependem desse acesso para operar com criptomoedas.
Winklevoss também afirmou que a suspensão marca mais um episódio da chamada “Operação Choke Point 2.0”, uma alegada iniciativa para restringir o setor de criptoativos no sistema bancário tradicional. Ele garantiu que continuará denunciando o que considera práticas abusivas por parte das grandes instituições financeiras, o relacionamento entre Gemini e JPMorgan já era instável. Em 2023, surgiram rumores sobre o encerramento da parceria, negados publicamente pela exchange. Até o momento, nenhum dos lados se pronunciou oficialmente sobre o novo impasse.
A posição crítica de Winklevoss ocorre em meio ao alinhamento político dos irmãos com Donald Trump. Ambos participaram de eventos da campanha e realizaram doações em Bitcoin, parte das quais foi devolvida por ultrapassar os limites legais estabelecidos pela legislação eleitoral dos Estados Unidos.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





