A Ripple anunciou em 12 de dezembro de 2025 que obteve aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency, órgão do Tesouro dos EUA, para constituir o Ripple National Trust Bank. A decisão coloca a empresa em um caminho de supervisão federal típica de instituições fiduciárias e reforça o avanço regulatório de companhias cripto que buscam operar com regras mais próximas do sistema financeiro tradicional.
O que muda na prática com um “national trust bank”
Um national trust bank é um banco de propósito limitado, voltado a atividades fiduciárias, como custódia, salvaguarda e serviços de trust, sob regulação federal. Diferente de um banco comercial, esse tipo de licença não permite captar depósitos nem conceder empréstimos, o que delimita o escopo de risco e de atuação.
No caso da Ripple, a tese é que a estrutura de trust bank ajuda a elevar o nível de governança e compliance exigidos para operações sensíveis, como custódia e a gestão de reservas associadas a ativos digitais.
RLUSD e a disputa por “padrão ouro” de conformidade
O CEO Brad Garlinghouse conectou diretamente a aprovação condicional ao plano de expansão da stablecoin RLUSD, defendendo que a supervisão “em duas camadas” se torna um novo referencial: federal pela OCC e estadual por Nova York, via NYDFS, um regulador conhecido por padrões duros para empresas de ativos virtuais.
Além do anúncio, a fala pública de Garlinghouse também mirou o setor bancário tradicional, em um momento em que bancos e associações questionam a entrada de empresas cripto em modelos de licença federal, alegando preocupações com assimetria regulatória e risco sistêmico.
Um movimento maior do que a Ripple
A sinalização do regulador não ficou restrita a uma empresa. No mesmo pacote, a OCC também condicionou aprovações para outras companhias relevantes do setor, indicando um ciclo de maior integração entre infraestrutura cripto e arcabouço bancário dos EUA.
A estratégia do nosso especialista em crescimento de comunidade
Para transformar esse tema em alcance e retenção sem cair em “hype”, nosso especialista recomenda um plano editorial com três peças que se encaixam como funil:
Guia visual “O que a Ripple pode e não pode fazer”
Um carrossel didático explicando trust bank, limites (sem depósitos/sem empréstimos) e por que isso importa para stablecoins.Série “Regulação como produto”
Conteúdos curtos mostrando como supervisão e auditoria viram vantagem competitiva para stablecoins e para parceiros institucionais.Debate ao vivo com perguntas de leigos
Um encontro com foco em casos reais: remessas, pagamentos, custódia e o que muda para o usuário comum quando uma empresa busca o caminho regulado.A ideia é posicionar a comunidade como “lugar onde se entende primeiro”, com linguagem simples e sem promessas.
A aprovação condicional para o Ripple National Trust Bank sinaliza uma mudança importante: a corrida agora não é só por tecnologia, mas por estrutura regulatória e confiança operacional. Se a Ripple cumprir as exigências finais, o passo tende a fortalecer a narrativa de stablecoins com padrões mais rígidos e a pressionar o mercado a elevar governança, transparência e controles, especialmente num momento em que reguladores e bancos disputam qual será o modelo dominante para a próxima fase das finanças digitais.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





