Recuo da inflação nos EUA anima, Bitcoin avança e altcoins sobem até 45%, mas há um detalhe

Reagindo positivamente aos últimos números da economia dos EUA, o mercado de criptomoedas movimentava US$ 1,03 trilhão (+2,51%) na manhã desta quarta-feira (15) e recuperava parcialmente a baixa semanal decorrente do FUD (medo, incerteza e dúvida) que predominou entre os investidores nos últimos dias em razão de um possível avanço desenfreado do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em janeiro na maior economia do mundo.

O que acabou não se concretizando, já que os números da inflação apresentados no relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho na última terça revelaram um avanço de 0,5%, nos preços no primeiro mês do ano, ocasião em que o acumulado de 12 meses foi de 6,4%, ante os 6,5% no acumulado de dezembro, menor índice anual desde junho do ano passado, quando a alta de preços chegou a 9,1%, maior alta desde 1981. Quem apostou nesse resultado foi a baleia do MATIC e do SHIB que se antecipou ao CPI e abocanhou sete altcoins antes da divulgação dos dados. 

A inflação menos galopante diminuiu o risco de um aperto monetário do Federal Reserve (Fed) na taxa de juros em março e, consequentemente, reduziu a chance de fuga de investidores do mercado de criptomoedas, associado aos investimentos de risco. Tanto que o Bitcoin (BTC), benchmark desse mercado, era transacionado por volta de US$ 22,1 mil (+1,79%).

O alívio, ainda que momentâneo, era sentido nos preços das principais altcoins em capitalização de mercado. O ETH valia 1.547 (+3,05%), o BNB respondia por US$297 (+2,04%), o XRP se convertia em US$ 0,38 (+3,80%), o ADA valia US$ 0,38 (+7,18%), o DOGE estava cotado em US$ 0,086 (+6,07%), o MATIC era comprado por US$ 1,24 (+5,61%), o SHIB respondia por US$ 0,000013 (+4,44%), o LTC se equiparava a US$ 96,18 (+4,89%), o OP se equiparava a US$ 2,41 (+8,17%), o LDO respondia por US$ 2,60 (+9,39%), o XCN se transformava em US$ 0,017 (+9%) e o FTM estava precificado em US$ 0,51 (+9,88%).

Em relação às altas de dois dígitos, o IMX se comparava a US$ 1,12 (+16,27%), o RNDR era transacionado a US$ 1,75 (+13,65%), o MINA se transformava em US$ 1,05 (+11%), o ROSE era procurado por US$ 0,077 (+11,3%), o GRT estava avaliado em US$ 0,17 (+12,2%), o CFX se convertia em US$ 0,061 (+20,39%), o STG representava US$ 0,88 (+19,82%), o MAGIC era trocado de mãos por US$ 1,71 (+15,52%), o FLOKI estava nivelado em US$ 0,000030 (+34%), o DUSK se traduzia em US$ 0,24 (+15,66%), o CBG era transacionado por US$ 1,64 (+22,25%), o PIVX estava avaliado em US$ 0,45 (+24,78%), o DG se transformava em US$ 0,040 (+39%), o NRG estava pontuado em US$ 0,28 (+41%) e o DOV respondia por US$ 0,011 (+45%).

Apesar da alta de até dois dígitos de algumas altcoins, os investidores ávidos por uma altseason, período em que esses token se desprendem do Bitcoin e imprimem altas elevadas, na casa de quatro ou até cinco dígitos, inclusive, precisam ficar de olho em outra movimentação do mercado. No caso a correlação que ainda persiste entre o mercado cripto e as ações de grandes empresas de tecnologia listadas na Nasdaq, uma das maiores bolsas dos EUA e cujo índice operava em 11.960,15 pontos (+0,57%). Foi o que observou a plataforma de análise on-chain Santiment, em uma publicação no Twitter:

“As altcoins estão se recuperando com a Nasdaq e as ações de tecnologia tiveram um bom desempenho no Valentine’s Day. Ainda há uma correlação evidente entre ações e criptomoedas que os traders esperam que se dissipe, já que uma quebra de correlação historicamente prenuncia corridas de alta.”

Na última terça, enquanto o Bitcoin espreitava o CPI dos EUA, uma altcoin de créditos de carbono subia 142% enquanto 10 criptomoedas relacionadas à rede Polygon acumulavam alta de até 1.031% em 30 dias, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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