Preço do bitcoin vai explodir se isso acontecer, diz megainvestidora Cathie Wood

Durante o programa “In the Know,” a CEO da ARK, Cathie Wood, disse que o preço do bitcoin pode explodir rapidamente, caso uma perda na confiança dos bancos cair na população, que acompanha a crise no sistema bancário dos EUA.

No programa especial, a megainvestidora e fã do bitcoin compartilhou sua visão sobre a atual crise bancária. Participou da discussão o economista Arthur Laffer, criador da “Laffer Curve”.

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Durante o diálogo entre os especialistas, ambos concordam que o banco central dos Estados Unidos (Fed, sigla em inglês) errou em sua condução da crise durante a pandemia, imprimindo muito dinheiro em um curto espaço. Assim, a crise bancária começou a surgir e pode piorar ainda mais caso uma solução não seja tomada pelo próprio banco central.

Preço do bitcoin pode explodir com a falta de confiança nos bancos, diz Cathie Wood

Em conversa com Laffer, Cathie Wood disse que a valorização do bitcoin durante a crise bancária nos EUA, desde fevereiro de 2023, foi fantástica. A situação estava sendo acompanhada pelos analistas da ARK, que se entusiasmaram com a alta do mercado de criptomoedas.

De acordo com ela, as criptomoedas se mostram interessantes e devem crescer ainda mais se bancos continuarem falindo. Em uma situação hipotética assim, ela acredita que o preço do bitcoin pode explodir.

“Se os sistemas monetários globais, devo dizer, perderem a confiança da população em geral, haverá mais interesse em criptomoedas. O que acontecerá então, é que o preço do bitcoin, lembre-se que tem apenas mais 2 milhões para serem criados, o preço do bitcoin irá explodir.”

Após duvidar dos fundamentos do bitcoin, o economista Arthur Laffer concordou que o padrão ouro e um crescimento das criptomoedas lhe chama atenção.

“Bitcoin é uma moeda global, não cabe a um país regular”

Durante a conversa do podcast In The Know, o economista Laffer destacou que não cabe ao congresso dos EUA, por exemplo, definir qual o preço e as regras para o ouro. Assim, ele acredita que o mesmo se aplica ao bitcoin, que é uma moeda global, que não pertence ao país.

“Nós precisamos sair de uma perspectiva nacional sobre isso e olhar para o bitcoin como uma moeda global. Não cabe ao Congresso autorizar o ouro. Não cabe ao Congresso autorizar ou não as criptomoedas.”

A fala do especialista em políticas monetárias chama atenção em um momento em que reguladores dos Estados Unidos pressionam corretoras de criptomoedas, como a Coinbase e Binance, principalmente.

Ao final, o economista lembrou que pairam tempos sombrios no mercado de criptomoedas, mas que são “tempos sombrios que dão significado a luz do sol”, indicando que ele acredita no futuro do bitcoin e que é só uma fase ruim que o mercado tem atravessado.

 



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