A Nu Asset, gestora do Nubank, colocou no mercado o NLFA11, seu primeiro ETF de renda fixa voltado ao crédito privado local. O fundo replica o ILFA, índice de Letras Financeiras criado pela ANBIMA sob demanda da própria gestora, com a proposta de virar referência para precificação desse tipo de ativo no Brasil. Nu International+1
Negociado na B3 desde 17 de dezembro de 2025, o NLFA11 tem liquidação em D+1 e taxa global de 0,25% ao ano. Na venda das cotas, a tributação sobre ganho de capital é de 15%, sem incidência de IOF, segundo a Nu Asset.
O que é o ILFA e por que ele importa
O ILFA foi desenhado para acompanhar Letras Financeiras e servir como padrão de mercado, usando curvas e taxas indicativas que apoiam a precificação e a construção de índices de renda fixa e crédito. Para a Nu Asset, o diferencial do produto é justamente combinar “segurança do crédito de instituições financeiras” com a liquidez de um ETF, apoiado por um índice da ANBIMA.
Na prática, o ETF dá exposição a uma carteira de Letras Financeiras seniores, com foco “high grade” bancário, composta majoritariamente por emissores de menor risco de crédito, segundo a página do próprio fundo.
Letras Financeiras são títulos de renda fixa emitidos por bancos para captar recursos. Funciona como um empréstimo do investidor para a instituição, com remuneração definida por indexadores e prazo.
Para quem faz sentido e quais são os cuidados
O NLFA11 tende a interessar quem busca:
renda fixa com negociação em bolsa (entrada e saída mais simples do que alguns produtos tradicionais),
exposição a crédito bancário via carteira diversificada,
estrutura tributária de ETF (sem come-cotas e com IR de 15% no ganho de capital, conforme divulgado).
Do outro lado, vale lembrar:
ETF oscila a mercado, então o preço pode variar com juros e spreads,
o investimento no fundo não é garantido pelo administrador e não conta com FGC, segundo os avisos do próprio material da Nu Asset.
Nu Asset amplia a vitrine de ETFs
A gestora afirma ter R$ 6,4 bilhões sob gestão, 26 fundos e 1,4 milhão de cotistas, e vem construindo uma “prateleira” que inclui renda fixa, ações e cripto. Entre os marcos citados estão NDIV11, LVOL11, HIGH11, HGBR11, HYBR11 e NBIT11.
A estratégia de comunidade por trás do lançamento
Nosso especialista em crescimento de comunidade enxerga uma oportunidade clara: transformar “ETF de renda fixa” em assunto simples e acionável para o público, reduzindo ruído e aumentando confiança. O plano é bater em três frentes:
Educação rápida: conteúdos curtos explicando o que é LF, como um ETF precifica e por que D+1 importa no dia a dia.
Guia de decisão: checklist prático de perfil, prazo, marcação a mercado e risco de crédito.
Transparência contínua: atualizações recorrentes sobre composição, cenário de juros e impactos nos spreads, para manter o investidor dentro do contexto.
O NLFA11 marca a entrada da Nu Asset em um pedaço específico da renda fixa, o crédito bancário via Letras Financeiras, com o apelo de um índice novo da ANBIMA e a conveniência de negociação em bolsa. Para o investidor, a proposta é combinar liquidez e diversificação, com o cuidado de sempre lembrar que crédito privado e marcação a mercado trazem volatilidade, mesmo em produtos de renda fixa
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





