A Moody’s reduziu a nota de crédito dos Estados Unidos de Aaa para Aa1, atribuindo o rebaixamento ao crescimento da dívida nacional e à ausência de políticas eficazes para conter os déficits fiscais. A decisão foi divulgada em 16 de maio e coloca a classificação americana um nível abaixo do topo da escala de 21 níveis da agência.
Segundo a Moody’s, as atuais propostas fiscais não indicam cortes substanciais ou sustentáveis nos gastos obrigatórios ou no déficit. A expectativa é de que, na próxima década, a trajetória da dívida continue ascendente, impulsionada pelo aumento nos gastos com benefícios sociais e estabilidade na arrecadação federal.
Apesar do rebaixamento, a agência manteve perspectiva positiva para o longo prazo, destacando a força estrutural da economia americana e o papel do dólar como principal moeda de reserva global.
A decisão gerou reações divergentes no mercado. Gabor Gurbacs, CEO da Pointsville, criticou a credibilidade da Moody’s, relembrando que a agência atribuiu notas máximas a títulos lastreados em hipotecas subprime antes da crise de 2008. Por outro lado, Jim Bianco, investidor macroeconômico, minimizou o impacto da revisão, classificando-a como pouco relevante para a percepção geral da solvência do governo.
Enquanto isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 30 anos subiram para quase 5% em maio, indicando menor confiança dos investidores de longo prazo. A dívida pública ultrapassou US$ 36 trilhões em janeiro de 2025, com tendência de continuidade, mesmo diante de tentativas recentes de conter os gastos federais.
O rebaixamento da Moody’s reforça os desafios fiscais dos Estados Unidos e sinaliza ao mercado a crescente preocupação com a sustentabilidade da política fiscal no país.
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