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Maestro
Home Notícias

Lavador de golpe cripto de US$ 263 mi pega 70 meses

Mauro Andrade by Mauro Andrade
abril 26, 2026
in Notícias
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Ilustração editorial sobre golpe cripto de US$ 263 milhões, lavagem de dinheiro e carros de luxo apreendidos
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📋 Resumo

Evan Tangeman, de 22 anos, foi condenado nos EUA a 70 meses de prisão por lavar dinheiro para um grupo acusado de roubar mais de US$ 263 milhões em criptomoedas. O caso expõe como golpes de engenharia social, carteiras físicas e ostentação de luxo viraram parte do mesmo ecossistema criminoso.

Um jovem da Califórnia foi condenado a 70 meses de prisão nos Estados Unidos por seu papel em uma organização criminosa acusada de roubar mais de US$ 263 milhões em criptomoedas por meio de engenharia social. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Evan Tangeman, de 22 anos, atuou como lavador de dinheiro do grupo e admitiu ter movimentado ao menos US$ 3,5 milhões em valores roubados.

A sentença, registrada em uma corte federal de Washington na sexta-feira (24), chama atenção porque combina três pontos que vêm se tornando cada vez mais comuns em crimes cripto: ataques digitais sofisticados, abordagem direta às vítimas e conversão rápida dos ativos em bens de luxo. O caso também reforça o alerta para usuários que mantêm grandes saldos em carteiras e contas expostas a golpes de suporte falso, SIM swap ou manipulação social.

Como funcionava o esquema

De acordo com a Procuradoria dos EUA para o Distrito de Columbia, a organização operou de pelo menos outubro de 2023 a maio de 2025 e reunia participantes em diferentes estados americanos e também no exterior. O grupo teria usado chamadas fraudulentas, invasão de bases de dados, identificação de alvos e até arrombamentos residenciais para roubar hardware wallets.

Tangeman declarou culpa em dezembro de 2025 por participar de uma conspiração de extorsão organizada, conhecida pela sigla RICO, e por lavar recursos do grupo. Além dos 70 meses de prisão, ele deverá cumprir três anos de liberdade supervisionada.

Segundo a emissora Channel NewsAsia, o grupo é supostamente ligado ao singapurense Malone Lam, acusado pelas autoridades americanas de liderar parte da operação. Lam foi denunciado, mas ainda não condenado. Outros acusados no caso também fecharam acordos ou aceitaram cooperar com os investigadores.

Cripto roubada virou carros, mansões e noites de luxo

Os investigadores afirmam que Tangeman convertia criptomoedas roubadas em dinheiro e ajudava a garantir imóveis de luxo em Los Angeles e Miami para membros da organização. Algumas casas usadas pelo grupo eram avaliadas entre US$ 4 milhões e US$ 9 milhões, apesar de os envolvidos serem descritos pelos promotores como jovens desempregados, muitos com menos de 20 anos e sem fonte legítima de renda.

O dinheiro também teria financiado carros de luxo, relógios, bolsas de grife e gastos em boates que podiam chegar a US$ 500 mil por noite. Entre os bens citados pelas autoridades estão uma Lamborghini Urus comprada para Tangeman, um Rolls-Royce Ghost avaliado em mais de US$ 300 mil e um Porsche GT3 RS apreendidos pela polícia.

A procuradora Jeanine Pirro afirmou que a organização foi construída sobre uma “ganância tão descarada que beira o cartunesco”. Para ela, Tangeman não apenas lavou os recursos que sustentavam o estilo de vida do grupo, mas também tentou destruir provas digitais depois da prisão de outros participantes.

Por que o caso importa para investidores

Embora o processo envolva um grupo específico, o modus operandi descrito pelas autoridades conversa com uma tendência maior: criminosos não dependem apenas de falhas em protocolos DeFi ou corretoras. Muitas vezes, o alvo é o usuário final, especialmente quem deixa rastros públicos de patrimônio ou concentra grandes valores em poucos dispositivos.

O alerta aparece em linha com outros casos recentes. Como o CriptoBR mostrou, o FBI reportou US$ 11,4 bilhões em perdas com golpes cripto em 2025, enquanto investigações anteriores nos EUA já haviam apontado acusações contra hackers por roubo de R$ 1,4 bilhão em criptomoedas. Também há casos de fraude de suporte falso, como o golpista que se passou por suporte da Coinbase e roubou US$ 2 milhões de um artista aposentado.

Para o investidor comum, a lição prática é menos glamourosa do que as cifras: separar carteiras, limitar exposição pública, usar autenticação forte, desconfiar de contatos não solicitados e evitar que uma única falha operacional abra acesso a todo o patrimônio. No mercado cripto, segurança pessoal e higiene digital continuam sendo tão importantes quanto escolher o ativo certo.

Mauro Andrade
Mauro Andrade

Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.

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Tags: BitcoingolpesHackersregulaçãosegurança
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