A Justiça dos Estados Unidos apresentou acusações contra 12 pessoas por envolvimento em uma rede internacional de crimes cibernéticos que resultou no roubo de US$ 263 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão) em criptomoedas entre outubro de 2023 e março de 2025.
A quadrilha, formada por americanos e estrangeiros, operava de forma estruturada, com divisão clara de funções. Havia equipes para ataques a bancos de dados, lavagem de dinheiro, identificação de alvos e até invasões residenciais com foco no roubo de carteiras físicas de criptomoedas. Segundo o Departamento de Justiça, os vínculos entre os integrantes surgiram em comunidades de jogos online.
O grupo é acusado com base na Lei Federal RICO, que combate o crime organizado nos EUA. Um dos principais investigados, Malone Lam, foi preso em 2024, mas continuou comandando a rede criminosa mesmo de dentro da prisão.
As autoridades destacam o caso de uma vítima que perdeu 4.100 Bitcoins em agosto de 2024, equivalente a US$ 230 milhões na cotação da época. Com os recursos desviados, os hackers bancaram festas privadas, carros de luxo, jatos executivos e mansões, chegando a gastar US$ 500 mil em uma única noite.
Embora dois suspeitos estejam foragidos — com indícios de que estejam em Dubai —, outros já foram presos na Califórnia. A investigação contou com o apoio do FBI, da Receita Federal americana e do Ministério Público.
Os acusados ainda não foram julgados e são considerados inocentes até decisão final. O caso também evidencia o avanço das autoridades na identificação e rastreamento de fundos ilícitos, mesmo diante de tecnologias usadas para ocultar transações, como mixers e carteiras de passagem.
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