A Hashdex, gestora de fundos de criptomoedas fundada por brasileiros e com sede no país, cumpriu ontem (24) mais um passo para ter seu fundo de índice negociado em bolsa (ETF) híbrido de bitcoin e ether à vista. Desta vez, enviou à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) o pedido com detalhes do produto. Se aprovado, será o primeiro do tipo naquele país, o que seria um diferencial num mercado em que os ETFs de cripto spot são hoje de bitcoin ou ether.
Segundo o pedido, o fundo poderá incluir outras criptomoedas no futuro. Nesse, caso, a Hashdex “fará a transição para uma estratégia de replicação por amostra, com apenas bitcoin e ether nas mesmas proporções determinadas” pelo índice que segue. Neste caso, o ETF vai buscar seguir o Nasdaq Crypto US Settlement Price Index (NCIUSS), valor diário de fechamento do Nasdaq Crypto US Index (NCIUS). Os custodiantes serão a Coinbase e a BitGo.
O formulário enviado ontem é o de registro S-1, com informações sobre o produto. Em junho, já tinha dado entrada no pedido pelo formulário 19b-4, que trata de mudanças nas regras de exchanges. Os dois são necessários para aprovação de um ETF nos EUA.
A empresa já tem o Hashdex Nasdaq Bitcoin ETF nos EUA, lançado em janeiro deste ano, no debut dos fundos cripto spot em bolsa passado nos EUA. Em 24 maio passado, deu marcha à ré no seu ETF the ETH spot, retirando o pedido na SEC um dia depois de oito produtos similares conseguirem aprovação para negociação em bolsa. A negociação desses produtos começou nesta última terça-feira (23). Agora, a gestora brasileira avança para ter o ETF híbrido nos EUA.
No Brasil, a BB Asset, anunciou, também ontem (24), o lançamento do BB ETF Índice Futuro de Dólar S&P/B3 Fundo de Índice, o primeiro ETF do país que busca refletir a variação da moeda norte-americana frente ao real. O DOLA11 está na B3. De acordo com Mário Perrone, diretor Comercial e de Produtos da gestora, tem um ticket de apenas R$ 10,00, o que o torna acessível. Alem disso, elimina a necessidade de abrir contas no exterior.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





