JPMorgan, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo estão em tratativas para lançar uma stablecoin vinculada ao dólar, segundo revelou o The Wall Street Journal. A iniciativa busca estabelecer uma alternativa privada para a digitalização da moeda americana, em um mercado atualmente dominado por Tether (USDT) e Circle (USDC), cuja capitalização conjunta ultrapassa US$ 250 bilhões.
O interesse dos bancos cresce em meio ao ambiente regulatório mais previsível após a posse de Donald Trump, que vetou a criação de um dólar digital pelo governo. Assim, a digitalização da moeda nacional avança por meio de iniciativas privadas, como a stablecoin do PayPal (PYUSD) e a USD1, ligada à World Liberty Financial, associada ao próprio Trump.
Brian Moynihan, CEO do Bank of America, já havia sinalizado o interesse do setor em fevereiro. Segundo analistas, a união dos principais bancos americanos pode aumentar a chance de êxito frente aos desafios enfrentados por outras empresas do setor.
A proposta não visa apenas competir no mercado de criptomoedas, mas também modernizar o sistema financeiro doméstico, considerado defasado em comparação a soluções como o Pix no Brasil. Além de impulsionar a economia americana, uma stablecoin respaldada por grandes bancos pode ampliar a influência internacional do dólar e atrair novos investidores para o setor cripto, com potencial impacto inclusive no preço do Bitcoin.
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