O Bitcoin (BTC) chegou a US$ 111,4 mil nesta quarta-feira (21), marcando nova máxima histórica e impulsionando as altcoins, algumas com altas superiores a 600%. Apesar do avanço e do interesse institucional, especialistas alertam para possível movimento corretivo, influenciado pelo comportamento dos pequenos investidores, conhecidos como “sardinhas”.
De acordo com Maksim Balashevich, fundador da plataforma Santiment, o recente FOMO (medo de ficar de fora) observado nas redes sociais costuma preceder correções. “Como frequentemente ocorre no mercado cripto, o FOMO sinaliza possíveis quedas”, afirmou.
Análises da Santiment mostram que, enquanto o Bitcoin superava US$ 109,5 mil, os comentários positivos se multiplicaram, aumentando a possibilidade de uma correção breve. A plataforma destacou que a linha que mede a diferença entre menções positivas e negativas tende a antecipar movimentos contrários às expectativas do varejo.
O estudo também indicou que, nas semanas anteriores ao rali, o sentimento predominante era de medo, incerteza e dúvida (FUD), especialmente após notícias sobre tarifas nos EUA. Ainda assim, o preço do Bitcoin atingiu nova máxima, superando os US$ 109.241 registrados em janeiro.
Um dos principais fatores para a valorização recente foi a entrada de grandes investidores. O ETF de Bitcoin da BlackRock, o IBIT, ultrapassou US$ 20 bilhões em ativos. Fidelity e Ark Invest também reportaram aportes recordes, reforçando a presença institucional no mercado.
A Santiment sugere que o atual nível de sobrecompra e o entusiasmo dos pequenos investidores podem anteceder uma correção, como já ocorreu em ciclos anteriores. Contudo, se a demanda institucional se mantiver, o Bitcoin pode seguir rumo aos US$ 115 mil ou US$ 120 mil.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





