Enquanto o Brasil avança com o Drex, explorando programabilidade e tokenização para criar novas oportunidades financeiras, o Banco Central Europeu (BCE) também está em sua jornada digital com o euro digital.
O euro digital é a resposta europeia à transformação digital das finanças. Projetado como uma moeda digital emitida pelo BCE (CBDC), será um complemento ao euro físico, com o objetivo de ser um meio de pagamento fácil de usar, acessível a todos os cidadãos e empresas da União Europeia. Além disso, será capaz de operar tanto online quanto offline.
O DREX e o euro digital compartilham um ponto importante: não pretendem substituir o dinheiro físico ou eletrônico, mas sim complementá-los. No entanto, o Drex dá um passo além ao permitir a criação de contratos inteligentes e a integração com ecossistemas digitais, algo que ainda não está tão claro no roadmap europeu.
Desde 2021, o BCE tem trabalhado em uma fase exploratória, com foco em entender como um euro digital funcionaria na prática. Os estudos estão sendo conduzidos para definir o design, as funcionalidades e a nfraestrutura necessária para que a moeda opere de forma segura e eficiente.
Recentemente, o projeto entrou em sua fase preparatória, que deve durar até 2026. Durante esse período, o BCE trabalhará com bancos centrais nacionais e outros stakeholders para testar os casos de uso, realizar provas de conceito e desenhar o marco regulatório necessário para sua implementação.
O euro digital tem como um de seus objetivos a inclusão financeira, buscando ser acessível, em especial para pessoas com pouco acesso ao sistema bancário tradicional. Assim como o PIX ajudou milhões de brasileiros, o euro digital pretende trazer mais europeus para o sistema financeiro formal, simplificando e democratizando o acesso a pagamentos.
Uma das funcionalidades desejadas é a capacidade de realizar pagamentos
offline. Outro pilar importante é o equilíbrio entre privacidade e segurança. Pequenas transações poderão ser feitas anonimamente, enquanto operações de grande valor manterão o rastreamento necessário para prevenir fraudes e lavagem de dinheiro. Esse equilíbrio reflete o compromisso do BCE com a transparência e a proteção dos dados dos cidadãos.
A interoperabilidade é outro destaque. O euro digital está planejado para será integrado ao sistema financeiro europeu. Bancos, fintechs e outros players poderão oferecer serviços baseados nessa moeda digital, garantindo um ecossistema coeso e acessível.
O euro digital avança lentamente com o objetivo de atender às necessidades específicas do mercado europeu.As CBDCs refletem os desafios e oportunidades de suas regiões, e ambas caminham para
transformar o sistema financeiro global. E aí, será que o Drex e o euro digital vão se encontrar na Finternet?
*Rogério Melfi é especialista em soluções para o setor financeiro para Moedas Digitais de Banco Central (CBDC), Open Finance e Open Insurance, Métodos de Pagamentos, Crédito e tecnologias como blockchain e DLT. Este artigo é parte do bate-papo semanal sobre o Drex, originado no LinkedIn e que agora está também no Blocknews. Assine a newsletter do Blocknews para acompanhar as novidades do mercado e conferir as novas publicações.
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Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





