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Home Notícias

BRICS aceleram liquidações em moedas locais e reduzem dependência do dólar no comércio internacional

Mauro Andrade by Mauro Andrade
dezembro 12, 2025
in Notícias
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BRICS aceleram liquidações em moedas locais e reduzem dependência do dólar no comércio internacional
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O bloco dos BRICS está avançando em mecanismos para liquidar pagamentos transfronteiriços diretamente em moedas locais, sem precisar usar o dólar como moeda intermediária. O movimento ganhou força em 2025 por uma combinação de sanções, volatilidade cambial e busca por rotas financeiras mais resilientes, e aparece como tendência no BRICS Economic Bulletin 2025, coordenado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Fincatch+1

O que muda, na prática

Liquidação em moeda local significa que importadores e exportadores conseguem fechar uma operação, pagar e receber com menos etapas de conversão cambial. Em vez de “entrar” no dólar no meio do caminho, a transação pode ser estruturada com pares diretos entre moedas dos países envolvidos, com apoio de bancos, acordos bilaterais, contas dedicadas e infraestrutura de mensagens e compensação.

O boletim do BCB descreve que, dentro do bloco, há iniciativas e instrumentos que apontam nessa direção, como:

  • Maior uso de moedas dos BRICS em liquidações comerciais, relatado especialmente no caso da Rússia. Banco Central do Brasil

  • Canais alternativos de liquidação ganhando relevância em cenários de restrição internacional, como observado na perspectiva do Irã. Banco Central do Brasil

  • Arranjos formais para comércio em moeda local, com o exemplo do sistema indiano de liquidação em moeda local (LCSS) e estruturas associadas. Banco Central do Brasil

  • Integração e uso de sistemas de mensageria internos, citando CIPS (China) e SPFS (Rússia) como referências de infraestrutura. Banco Central do Brasil

Por que o tema entrou no radar em 2025

O BRICS Economic Bulletin 2025 aponta fatores globais que pressionam fluxos e decisões financeiras, como mudanças na política monetária dos EUA, tensões geopolíticas, oscilações de commodities e restrições relacionadas a sanções. Nesse contexto, ampliar o uso de moedas locais e diversificar canais de liquidação vira uma medida de eficiência, mas também de gestão de risco. Banco Central do Brasil

No caso do Brasil, a discussão caminha mais pela via operacional e de infraestrutura do que por uma “moeda única”. Reportagens ao longo de 2025 indicaram que a presidência brasileira do BRICS não priorizaria a criação de uma moeda comum, concentrando a agenda em reduzir fricções de pagamento e, com isso, diminuir dependência do dólar em partes do comércio. Reuters

Benefícios e desafios para empresas

Possíveis ganhos

  • Menos etapas de conversão e, em alguns casos, menor custo total de câmbio e liquidação.

  • Redução de risco de “travamento” operacional quando há restrições bancárias, sanções ou interrupções de rotas tradicionais.

  • Mais alternativas para negociar prazo, moeda de faturamento e condições comerciais.

Custos e complexidades

  • Liquidez desigual entre moedas, spreads maiores em determinados pares e necessidade de instrumentos de hedge mais específicos.

  • Ajustes em ERP, tesouraria, conciliação, documentação de comércio exterior e compliance.

  • Integração tecnológica com bancos e plataformas que suportem essas rotas, inclusive requisitos de KYC e rastreabilidade de pagamentos.

Oportunidade direta para o Brasil

O boletim registra que o Brasil reportou aumento relevante no comércio com o bloco desde 2015, o que ajuda a explicar por que o tema importa para empresas brasileiras com importação, exportação e cadeias dependentes de China, Emirados e outros parceiros. Banco Central do Brasil
Na camada institucional, acordos de liquidez também entram como peça complementar, como o anúncio de swap cambial entre o Banco Central do Brasil e o banco central chinês em 2025, que tende a reforçar cooperação financeira em momentos de estresse. Reuters

A estratégia de comunidade, na visão do nosso especialista em crescimento

Em vez de tratar o tema como “guerra de moedas”, nossa proposta de crescimento de comunidade é transformar o assunto em utilidade prática, com uma trilha curta e recorrente que ajude a audiência a entender, decidir e agir:

  1. Série “Do pedido ao pagamento”
    Conteúdos semanais mostrando o caminho completo de uma operação real (cotação, contrato, moeda, liquidação, conciliação), sempre com um checklist de riscos e erros comuns.

  2. Radar de infraestrutura, sem hype
    Um quadro fixo explicando o que muda quando entram sistemas de mensageria, contas dedicadas, acordos bilaterais e stablecoins corporativas, conectando tecnologia, compliance e operação.

  3. Playbooks para empresas
    Modelos simples para o público aplicar: perguntas para o banco, critérios para escolher moeda de faturamento, quando faz sentido travar câmbio e como precificar risco cambial na margem.

  4. Comunidade como rede de inteligência
    Ativar debates guiados com profissionais de comércio exterior, tesouraria e tecnologia para coletar casos, padrões e alertas. O objetivo é fazer a comunidade “virar ferramenta”, não só audiência.

O avanço das liquidações em moedas locais no BRICS aponta para um cenário de mais opções e mais complexidade ao mesmo tempo. Para empresas, a vantagem competitiva pode vir menos de uma aposta geopolítica e mais de preparo operacional: processos, compliance e tecnologia para operar múltiplas rotas de pagamento com segurança. E, para a comunidade, a oportunidade é clara: quem explicar com clareza e utilidade o “como funciona” vai liderar a conversa, independentemente de quanto o dólar ainda siga dominante no comércio global.

Mauro Andrade
Mauro Andrade

Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.

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