O Bitcoin atingiu um novo recorde histórico ao superar US$ 110.788,98 na noite de 21 de maio, após valorizar 3% em 24 horas. A maior criptomoeda do mundo acumula alta de 17,5% em 2025 e já valorizou 47% desde a mínima anual de US$ 75 mil, registrada em abril, após medidas tarifárias do governo dos Estados Unidos.
A nova máxima ocorre em meio à instabilidade dos mercados financeiros, impactados por um leilão fraco de títulos de 20 anos, que elevou os rendimentos dos Treasuries e pressionou os principais índices de ações, como S&P 500, Nasdaq e Dow Jones.
Segundo Caroline Bowler, CEO da BTC Markets, o movimento do Bitcoin reflete uma demanda mais madura e institucional, com maior clareza regulatória e infraestrutura robusta, em contraste com ciclos anteriores marcados por especulação.
Apesar da alta, as buscas por “Bitcoin” no Google Trends permanecem em níveis baixos, típicos de mercados em retração. O Índice de Medo e Ganância, no entanto, indicava “ganância” com 72 pontos em 22 de maio, abaixo do pico de 84 registrado em janeiro, pouco após a posse de Donald Trump.
Edward Carroll, da MHC Digital Group, projeta que o Bitcoin pode alcançar US$ 160 mil até o final de 2025 e atingir US$ 1 milhão até 2030, impulsionado pela crescente demanda institucional.
Durante a nova máxima, uma operação alavancada de US$ 1,1 bilhão realizada por James Wynn na plataforma Hyperliquidity se tornou a maior negociação on-chain de margem já registrada, com entrada em US$ 108.065 e lucro não realizado de US$ 20 milhões. A posição será liquidada se o preço cair para US$ 103.800.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





