Bitcoin despenca 12% e cai para US$ 19 mil e traders perdem US$ 300 milhões

A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin ( BTC ), está cotada na manhã desta sexta-feira, 10/03/203, em R$ 101.464,77. O preço do Bitcoin não resistiu a avalanche de notícais negativas para o mercado como a falência do banco Silvergate, as perseguições dos reguladores americanos com as exchanges e a volta do temor do ETH = valor mobiliário.

Com tudo isso aliado a um cenário macroeconômico sinalizando que juros mais altos podem ser necessários para conter a inflação o BTC caiu mais de 12% e voltou a ser negociado abaixo do suporte psicológico de US$ 20 mil. Com o final de semana pela frente, novas quedas podem jogar o BTC para US$ 18 mil.

Análises anteriores aqui no Cointelegraph já vinham apontando que havia uma forte pressão do lado vendedor para derrubar o preço do Bitcoin. Nos dados on-chain, André Franco, especialista do MB Research do Mercado Bitcoin, destaca que os investidores de longo prazo (LTH) acumularam cerca de 500 bitcoins, “uma quantia tímida levando em conta a queda recente.” No Ethereum mais 37 mil novos ETH foram travados na Beacon Chain.

“No gráfico semanal vemos o BTC chegar em uma importante zona de suporte, a média móvel de 20 períodos. Ela deve demarcar uma região de consolidação do preço por longos dias. Não se assustem se passarmos o resto do mês “sambando” entre 21 e 18 mil dólares. Um dado importante para ficar de olho é o Payroll, que deve trazer bastante volatilidade para o mercado nessa sexta-feira”, disse Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget.

Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de março de 2023 é de R$ 101.464,77.

Traders perdem US$ 300 milhões

A queda drástica no preço do Bitcoin atingiu em cheio os traders alavancados em Long que perdem mais de US$ 300 milhões em posições liquidadas nas últimas 24 horas. No entanto, para o analista Akash Girimath a queda não deve ser seguida por um novo movimento de baixa rumo a US$ 15 mil.

O preço do Bitcoin mostra que ele se aventurou no Fair Value Gap (FVG) semanal, passando de US$ 20.386 para US$ 17.181. FVG é um desequilíbrio que ocorre quando um lado do campo assume o controle. Nesse caso, houve um desequilíbrio criado pelos compradores de BTC no início de janeiro, o que levou a um retorno de 21% em uma vela semanal”, destacou.

Segundo ele, à medida que o preço do Bitcoin disparou, ele deixou uma lacuna que não foi tocada pelo castiçal subsequente, deixando um desequilíbrio em seu rastro. Normalmente, essas lacunas são preenchidas à medida que o ativo retorna a ele, reequilibrando as ineficiências. 

“Curiosamente para o preço do Bitcoin, este FVG causou uma mudança na estrutura do mercado favorecendo os touros, ou seja, o BTC estabeleceu uma alta mais alta em relação à alta de 31 de outubro em US$ 21.473. Tal desenvolvimento sugere que a perspectiva otimista ainda persiste em um timeframe alto e que a retração atual é uma boa oportunidade para acumular”, afirmou.

Portanto ele aponta que enquanto o preço do Bitcoin permanecer acima dos mínimos de novembro de 2022 em US$ 15.462, o gráfico semanal mostrará uma estrutura de alta.

“Com isso em mente, um acúmulo entre US$ 20.000 e US$ 18.800 parece ser o melhor caminho a percorrer. Agora é hora de comprar a queda”, afirmou.

 

O que é Bitcoin?

O que é Bitcoin? O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e a sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimo sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas razoáveis sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e corporações. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, impor taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente – cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado “corrente de blocos” (block – bloco, chain – corrente). Esse ledger contém todas as transações processadas. Os registros digitais das transações são combinados em “blocos”. 

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um ledger público, um erro ou uma tentativa de fraude podem facilmente ser detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A autenticidade de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes às dos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão

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