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Bitcoin supera US$ 61 mil com alívio no Fed

Mauro Andrade by Mauro Andrade
julho 2, 2026
in Notícias
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Mascote do Bitcoin sobe em gráfico de mercado após alívio no Fed
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📋 Resumo

O Bitcoin voltou a negociar acima de US$ 61 mil nesta quinta-feira, após sinais mais suaves do Federal Reserve reduzirem o temor de juros mais altos. O movimento também puxou Ethereum, Solana e tokens menores, mas o payroll dos EUA ainda pode definir se o repique ganha continuidade em julho.

O Bitcoin recuperou o patamar de US$ 61 mil nesta quinta-feira (2), em um repique de mais de 4% nas últimas 24 horas, depois que comentários do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, aliviaram parte do medo de uma política monetária mais dura nos Estados Unidos. A reação veio após dias de pressão sobre o mercado cripto, com o BTC chegando a tocar a região de US$ 58,2 mil no início da semana.

Segundo dados citados pelo CoinDesk, o avanço levou o Bitcoin ao nível mais forte em mais de uma semana. A leitura do mercado foi simples: se os riscos de inflação estão diminuindo, a chance de novas altas de juros perde força, o que melhora o apetite por ativos de risco.

Alívio no Fed reacende o apetite por risco

O ponto central da reação foi a fala de Warsh em um fórum do Banco Central Europeu, em Sintra, Portugal. O presidente do Fed afirmou que os riscos inflacionários haviam recuado, uma mudança de tom relevante depois de uma comunicação mais dura em junho. Na prática, isso reduziu apostas de uma postura ainda mais restritiva e abriu espaço para compras em Bitcoin e altcoins.

O movimento ganha peso porque acontece logo depois de uma fase difícil para o BTC. Como o CriptoBR mostrou na matéria em que o Bitcoin caiu abaixo de US$ 60 mil e ampliou a perda trimestral, o mercado vinha testando suportes importantes em meio à saída de capital de cripto e à busca por proteção em outros setores.

Também havia pressão vinda dos fundos negociados em bolsa. Em junho, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram saídas líquidas de US$ 4,5 bilhões, o pior mês desde o lançamento dos produtos em janeiro de 2024, de acordo com dados da SoSoValue citados pelo CoinDesk. Esse pano de fundo ajuda a explicar por que a recuperação acima de US$ 61 mil foi recebida como um sinal de respiro, e não necessariamente como confirmação de nova tendência.

Altcoins acompanham, mas volatilidade segue alta

O repique não ficou restrito ao Bitcoin. O Ether subiu cerca de 5%, enquanto a Solana avançou perto de 9% nas últimas 24 horas, ampliando uma recuperação semanal mais forte. Tokens menores também reagiram com intensidade, com destaque para ativos especulativos como Memecore e Audiera, que lideraram os ganhos entre as maiores criptomoedas por valor de mercado.

Esse comportamento costuma aparecer quando o mercado entende que o pior da venda pode ter passado no curto prazo. Ainda assim, a leitura exige cautela: tokens menores sobem mais rápido quando há melhora de liquidez, mas também tendem a devolver ganhos com mais força se o cenário macro voltar a pesar.

No caso da Solana, o avanço também dialoga com notícias próprias da rede. A CoinDesk informou que a blockchain passou a contar com um novo sistema de governança on-chain, no qual validadores com pelo menos 100 mil SOL em stake podem abrir propostas. O CriptoBR já vinha acompanhando a força relativa do ecossistema, incluindo o episódio em que a Solana saltou 9% e puxou ações de tesouraria cripto.

Payroll dos EUA vira próximo teste

O próximo gatilho para o mercado será o relatório de empregos dos Estados Unidos. Um payroll forte pode dar ao Fed margem para manter juros elevados por mais tempo, pressionando ativos de risco. Um número mais fraco, por outro lado, pode reforçar apostas de cortes e sustentar a recuperação recente.

Por isso, a volta do Bitcoin acima de US$ 61 mil melhora o quadro de curto prazo, mas ainda não elimina os riscos. O mercado segue dividido entre a leitura de que o BTC encontrou suporte perto dos US$ 58 mil e o receio de que novas saídas em ETFs possam limitar uma recuperação mais ampla. Essa tensão ficou clara na recente revisão do Citi, que cortou projeções para Bitcoin e Ethereum em meio a fluxos fracos nos ETFs cripto.

Para traders, a zona entre US$ 60 mil e US$ 61 mil volta a funcionar como referência psicológica. Para investidores de prazo maior, o dado relevante é outro: mesmo depois de um mês ruim para ETFs e de uma rotação de capital para ações de inteligência artificial, o Bitcoin mostrou capacidade de reagir rapidamente quando o cenário de juros ficou menos hostil.

Mauro Andrade
Mauro Andrade

Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.

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Tags: BitcoinETFEthereummercadoSolana
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