A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais, ABToken, afirmou que as novas regras do Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais elevam o padrão de segurança e governança do setor, mas não significam, por si só, que corretoras menores devam encerrar as operações. A entidade defende um caminho de adequação gradual e a criação de um sandbox regulatório para acomodar modelos de menor porte, incluindo operações OTC, enquanto o mercado se ajusta ao novo marco.
O que mudou com as normas publicadas em novembro de 2025
O Banco Central publicou um pacote de resoluções que define regras para autorização e funcionamento das sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais, além de enquadrar certas atividades relacionadas a cripto dentro do arcabouço de câmbio e capitais internacionais. O conjunto entra em vigor em 2 de fevereiro de 2026, com foco em elevar exigências de estrutura, controles e integridade das operações.
Na leitura da ABToken, o objetivo regulatório é esperado dentro do amadurecimento do setor, com obrigações mais claras sobre gestão, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e segregação patrimonial, além de maior transparência. O problema é o impacto assimétrico: requisitos de capital e a demanda por estruturas estatutárias dedicadas a compliance, riscos e controles podem pesar mais sobre empresas enxutas e de menor porte.
Por que algumas empresas estão com receio
O temor de fechamento acelerou porque parte do mercado interpreta fevereiro de 2026 como um “prazo final”. A ABToken contesta essa leitura e afirma que o próprio Banco Central tem sinalizado uma implementação faseada, o que abre espaço para reorganização operacional, investimentos planejados e ajustes no modelo de negócios sem “choque” imediato.
O que a ABToken propõe como saída
A associação defende que a regulação seja proporcional ao porte, à complexidade e ao risco das operações, para evitar concentração excessiva e preservar competitividade. Como medida prática, propõe um sandbox regulatório específico para criptoativos, inclusive para OTCs, permitindo testes supervisionados e escalonamento com menor fricção regulatória no início.
A estratégia do nosso especialista em crescimento de comunidade
Em vez de tratar o tema como “briga de regulador vs mercado”, a estratégia é posicionar a pauta como utilidade pública para o usuário e para as empresas pequenas.
Campanha: “Regulação sem pânico” (4 peças de conteúdo)
Explicador visual: o que muda em fevereiro de 2026 e quais são os blocos principais (autorização, governança, PLD, segregação).
Checklist prático para corretoras menores: caminhos de adaptação (parcerias, terceirizações permitidas, reforço de controles, cronograma).
Mesa redonda curta: ABToken + advogado de compliance + operador OTC, com perguntas reais da comunidade.
Série de casos: “como uma empresa pequena se adequa em 90 dias”, com passos e lições.
Meta da comunidade: transformar incerteza em aprendizado, reduzir boatos e atrair público qualificado (fundadores, compliance, operadores) com conteúdo aplicável.
A mensagem da ABToken é que a regulação tende a aumentar confiança e elevar o padrão do setor, mas precisa ser implementada com proporcionalidade para não expulsar empresas menores do mercado. Um sandbox específico aparece como a ponte defendida pela entidade para conciliar inovação e supervisão, sem que o ajuste regulatório vire uma corrida desordenada para “fechar ou vender” antes de 2 de fevereiro de 2026. L
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





