A World Liberty Financial, empresa de criptoativos com apoio do presidente Donald Trump, deve publicar nos próximos dias a primeira auditoria de sua stablecoin e poderá liberar a transferência do token de governança WLFI. A informação foi confirmada por Zak Folkman, cofundador do projeto, durante a conferência Permissionless, em Nova York.
Segundo Folkman, a stablecoin recebeu recentemente um relatório de attestation por uma firma contábil independente. O documento será disponibilizado no site oficial do projeto. Ao comentar sobre o WLFI — atualmente restrito a funções de governança —, Folkman sinalizou mudanças. “Se prestarem atenção nas próximas semanas, todos vão ficar muito felizes”, afirmou, sem revelar detalhes.
Em postagem na rede X, a World Liberty confirmou que está trabalhando para tornar o token transferível, atendendo à crescente demanda da comunidade. “Vocês pediram. Nós ouvimos”, diz a publicação. A promessa é de novidades em breve.
O anúncio dividiu opiniões. Parte da comunidade celebrou a possível liberação do token, enquanto outros expressaram receio de uma pressão vendedora por parte da equipe e investidores institucionais. “A classe média americana vai entrar por último para segurar o mico, como sempre”, criticou um usuário.
Trump, lucros e conexões políticas
A World Liberty Financial ganhou projeção com o envolvimento direto de Donald Trump, que declarou ter recebido US$ 57,4 milhões do projeto. Segundo registros da Comissão de Ética Governamental dos EUA, ele detém mais de 15 bilhões de WLFI, que garantem poder de voto. A remuneração teria vindo da venda de parte desses ativos.
Desde sua criação, em setembro de 2024, a empresa levantou US$ 550 milhões em duas rodadas públicas de venda de tokens. O foco da plataforma está em serviços DeFi e stablecoins pareadas ao dólar. Investidores relevantes do setor, como Justin Sun (Tron) e Web3Port, participam do projeto. A Oddiyana Ventures também aderiu no início de 2025.
Além dos planos para um novo aplicativo voltado ao público de varejo, a World Liberty busca ampliar sua presença como alternativa ao sistema financeiro tradicional, em meio a especulações sobre futuras medidas políticas ligadas à chamada “desbancarização”.
A possível transferência do WLFI e a divulgação de auditorias podem marcar um novo momento para a credibilidade do projeto.
