Visa e Yellow Card firmaram parceria para introduzir pagamentos com stablecoins em pelo menos um país africano ainda em 2025, com expansão prevista para 2026.
A iniciativa visa acelerar adoção de dólares digitais em uma região com acesso limitado ao dólar americano e frequentes crises cambiais.
A integração entre Visa Direct e os sistemas da Yellow Card permitirá transferências internacionais mais rápidas e baratas. Executivos destacam que o uso de stablecoins melhora gestão de liquidez das tesourarias e reduz custo das remessas, frequentemente cobradas em taxas superiores a 8% .
De acordo com relatório da Chainalysis, stablecoins respondem por cerca de 43% do volume transacionado em criptomoedas na África Subsaariana, movimentando US$ 125 bilhões em 12 meses.
O crescimento é impulsionado por países como Nigéria e Etiópia, que enfrentam desvalorização de suas moedas — no caso etíope, a adesão cresceu 180% após queda de 30% no birr.
Yellow Card está presente em 20 países e já processou US$ 6 bilhões em stablecoins, segundo dados da própria empresa.
CEO Chris Maurice afirma que a colaboração abre caminho para que grandes bancos explorem esse espaço e fortalece a adoção em mercados emergentes.
Moonshot ou resiliência econômica? Stablecoins oferecem hedge contra inflação, viabilizam comércio internacional e agilizam remessas no continente. Reguladores estão acompanhando de perto; no Quênia, propostas de regulação já distinguem esses ativos de criptomoedas especulativas.
Em resumo, a aliança da Visa com a Yellow Card marca uma nova fase das finanças digitais na África. A interoperabilidade entre sistemas tradicionais e redes on‑chain traz economia, inclusão e eficiência. Com 43% do mercado cripto dominando stablecoins, a adoção tende a se expandir — e a Visa já atua para isso.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





