Durante reunião a portas fechadas nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou a possibilidade de demitir Jerome Powell, atual presidente do Federal Reserve, segundo apuração do New York Times. O plano envolvia consultar aliados do Partido Republicano sobre o impacto político da medida.
Na coletiva de imprensa desta quarta-feira (16), Trump voltou a criticar Powell, mas amenizou o tom ao afirmar que não tem intenção imediata de retirá-lo do cargo.
“Não descarto nada, mas acho muito improvável. A menos que ele precise sair por fraude”, declarou.
O republicano acusou Powell de cortar os juros apenas antes da última eleição presidencial, com o objetivo de favorecer os democratas.
Trump voltou a defender um corte de 3 pontos percentuais, alegando que a atual política monetária prejudica a economia americana. Ele sugeriu que a taxa básica caia para uma faixa entre 1,25% e 1,5%.
Trump ainda indicou possíveis substitutos para o comando do Fed, citando nomes como Scott Bessent, secretário do Tesouro, Kevin Hassett, do Conselho Econômico Nacional, e Kevin Warsh, ex-diretor do próprio banco central.
Embora o presidente possa nomear um novo dirigente quando o mandato de Powell se encerrar em maio de 2026, qualquer intervenção antecipada na independência da autoridade monetária pode gerar reações negativas no mercado.
Especialistas destacam que mudanças no comando do Fed podem impactar o mercado de ativos.
Juros mais baixos tendem a estimular investimentos de risco, como o Bitcoin, que já pode reagir antes da troca de liderança.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





