A Tecban concluiu os testes da fase 2 do Drex com foco na tokenização de ativos do agronegócio e distribuição de auxílios sociais. A empresa desenvolveu a Nexchain, uma solução que atua como camada de infraestrutura para instituições que desejam operar com ativos digitais, funcionando como uma espécie de “layer 2” para o Drex. O projeto já movimentou cerca de R$ 1 bilhão em benefícios escolares em parceria com a Personal Card.
Segundo Luiz Lopes, gerente executivo de produtos digitais da Tecban, o relatório final dos testes será enviado ao Banco Central ainda neste semestre. A iniciativa faz parte do piloto do Drex e incluiu a criação de smart contracts para CPRs e CRAs — instrumentos do agronegócio — com ganhos operacionais no backoffice e maior transparência no processo.
A Nexchain, embora conectada ao Drex, também pode operar de forma independente, utilizando meios de liquidação como o Pix. A proposta é oferecer uma plataforma de tokenização com gestão de nós de rede e contratos inteligentes, permitindo que bancos e fintechs foquem no desenvolvimento de seus produtos.
A Tecban projeta lançar a Nexchain comercialmente no segundo semestre de 2025, ampliando o uso da tecnologia para outros setores e modelos de negócio. A empresa acredita que o avanço regulatório e o ambiente favorável à inovação no Brasil impulsionarão a adoção de ativos digitais em larga escala.
A iniciativa reforça o posicionamento da Tecban como provedora de infraestrutura para o mercado financeiro. Além da tradicional rede Banco24Horas, a companhia atua em conectividade bancária, Open Finance e soluções de numerário, como o Atmo, dispositivo que permite saques com biometria no varejo.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





