O sistema financeiro caminha para um novo estágio. A convergência entre stablecoins e sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix, tende a redefinir a maneira como o dinheiro circula no mundo. Para o CEO da Mansa, a próxima década será marcada por interoperabilidade global, permitindo que transações fluam entre fronteiras com mais eficiência e menor custo.
Segundo o executivo, stablecoins — moedas digitais atreladas a ativos estáveis, como o dólar ou o real — oferecem liquidez global em tempo real, o que pode transformar o comércio internacional e a inclusão financeira. “Não se trata apenas de substituir o papel-moeda, mas de integrar sistemas diversos em uma arquitetura digital fluida, escalável e segura”, afirma.
Nesse cenário, o Pix se destaca como modelo de infraestrutura robusta e bem-sucedida. Sua adoção no Brasil mostrou como um sistema simples e acessível pode alcançar escala nacional em pouco tempo. Com a tecnologia aberta e a adesão crescente, a expectativa é que o Pix sirva de referência para soluções interoperáveis em outros países.
O CEO da Mansa destaca ainda que, combinadas, stablecoins e redes como o Pix podem criar um “padrão de liquidação instantânea” entre moedas locais e digitais. Isso eliminaria a necessidade de intermediários tradicionais, como bancos corresponsáveis e câmaras de compensação internacionais.
Para ele, o futuro do dinheiro será definido por três pilares: conectividade global, governança digital transparente e usabilidade descentralizada. As empresas que se anteciparem a esse movimento devem liderar a próxima onda da economia digital.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





