A SharpLink Gaming anunciou a compra de 176.271 ETH, no valor de US$ 463 milhões, tornando-se a maior detentora pública de Ethereum no mundo. A operação foi financiada por meio de vendas de ações e colocações privadas, com preço médio de aquisição de US$ 2.626 por token.
A empresa, listada na Nasdaq, agora trata o ETH como seu principal ativo de reserva de tesouraria, numa estratégia semelhante à adotada pela MicroStrategy com Bitcoin. Mais de 95% do ETH adquirido está alocado em plataformas de staking, gerando rendimento e contribuindo para a segurança da rede Ethereum.
Rob Phythian, CEO da SharpLink, classificou a iniciativa como um marco para a adoção institucional de ativos digitais. Joseph Lubin, cofundador da Ethereum e presidente do conselho da SharpLink, destacou que a estratégia “une retorno econômico e fortalecimento da rede”.
Apesar do anúncio impulsionar as ações da empresa em mais de 400%, a divulgação de um protocolo S-3 junto à SEC gerou confusão no mercado. As ações caíram 73% no pós-mercado devido ao temor de diluição, antes de uma leve recuperação.
Embora seja hoje a maior empresa pública com reservas em ETH, a SharpLink ainda fica atrás de entidades como a Ethereum Foundation (214.129 ETH) e o ETF iShares da BlackRock, que detém cerca de 1,7 milhão de ETH em nome de seus investidores.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.




