O Serviço Secreto dos Estados Unidos anunciou a criação do Global Investigative Operations Center (GIOC), unidade voltada à repressão de crimes financeiros com foco especial em golpes envolvendo criptomoedas.
A medida amplia as capacidades de investigação da agência em meio à crescente sofisticação das fraudes online.
Além da missão original de combater a falsificação de moeda americana, o Serviço Secreto passou a ter, nas últimas décadas, competência legal para investigar fraudes em dispositivos de acesso, cartões bancários e roubo de identidade.
Agora, o GIOC representa um passo adicional, com ênfase em fraudes digitais que utilizam moedas virtuais e plataformas descentralizadas.
De acordo com informações da Bloomberg, a nova divisão será responsável por monitorar transações blockchain suspeitas, detectar falhas em serviços como VPNs e identificar registros de domínios usados para aplicar golpes.
O centro também busca mitigar os danos às vítimas, por meio de parcerias com outras agências e operações conjuntas.
Um exemplo recente foi a operação que desmantelou o marketplace ilegal BidenCash, utilizado para comercializar dados roubados.
A ação resultou no bloqueio de 145 domínios associados ao golpe e apreensão de ativos digitais.
Em outro caso, no início de 2025, um ataque envolvendo carteiras Ethereum causou perdas de US$ 4,3 milhões.
A ofensiva criminosa utilizou técnicas de engenharia social e levou à deflagração da Operação Avalanche, que contou com apoio de autoridades canadenses.
Com o GIOC, o Serviço Secreto busca intensificar a vigilância digital e aprimorar as respostas a crimes cibernéticos que envolvem criptoativos, reforçando também a cooperação internacional no enfrentamento a fraudes transnacionais.