As stablecoins consolidaram-se como uma das principais tendências do mercado de criptoativos, movimentando bilhões de dólares e sendo apontadas por especialistas como uma oportunidade trilionária. No Brasil, o USDT lidera como a criptomoeda mais negociada, segundo a Receita Federal.
Nos Estados Unidos, país-sede de algumas das maiores empresas do setor, como a Circle — emissora da USDC —, avança a tramitação do Genius Act, proposta que busca criar um marco regulatório para stablecoins. A medida foi aprovada em uma votação preliminar no Senado e segue agora para análise em plenário, com apoio de parlamentares de ambos os partidos.
Segundo André Portilho, head de Digital Assets e sócio do BTG Pactual, a regulação poderá destravar a liquidez global das criptomoedas. “As stablecoins funcionam como o saldo bancário do ecossistema cripto: quanto maior, mais fácil comprar, vender e construir”, afirmou em publicação recente.
Para ele, a aprovação da lei poderá estimular a entrada de bancos e gestoras tradicionais nesse mercado, ampliando a escala de operações e impulsionando investimentos não apenas em stablecoins, mas também em ativos como o bitcoin, que recentemente superou sua máxima histórica de US$ 109 mil.
O Genius Act estabelece quem pode emitir stablecoins, os requisitos financeiros obrigatórios e a forma de supervisão das autoridades. Define ainda que stablecoins de pagamento devem manter paridade com moedas fiduciárias e ter lastro equivalente em ativos seguros, como títulos do Tesouro dos EUA ou reservas bancárias.
A proposta também veda o uso das reservas para operações arriscadas, buscando preservar a estabilidade dessas moedas. Portilho destaca que grandes instituições como BlackRock, Visa, Mastercard e JPMorgan aguardam regras claras nos EUA para expandir suas iniciativas de tokenização de ativos do mundo real.
A regulamentação poderá acelerar a adoção global das stablecoins, especialmente em países emergentes, onde são vistas como instrumento eficiente para pagamentos internacionais, proteção contra volatilidade cambial e acesso a mercados financeiros sem intermediários.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





