A regulação de criptoativos avança no Brasil e em países vizinhos, mas ainda há um desafio central: a Travel Rule, ou “Regra de Viagem”. Criada pelo GAFI (Grupo de Ação Financeira) e já aplicada em diversas jurisdições, a norma exige que informações de identidade acompanhem transferências de cripto, fechando brechas de anonimato usadas por criminosos.
Com o objetivo de apoiar profissionais e empresas, a Sumsub lançou um curso online, gratuito e certificado sobre o tema. A formação oferece fundamentos legais, nuances por jurisdição, desafios práticos e um plano de implementação adaptável, além de materiais extras como guias, quizzes e certificação digital.
Por que isso importa?
Garante maior segurança e confiança no ecossistema cripto.
Facilita a integração com padrões internacionais.
Protege negócios de exclusão em redes globais.
Fortalece equipes de compliance e risco.
Segundo Georgia Sanches, gerente regional da Sumsub no Brasil, “estar à frente nesse tema é fundamental para manter a competitividade. Empresas que não se adequarem correm o risco de serem excluídas das redes globais”.
Cenário na América Latina
Brasil: Lei 14.478/2022 avança, mas consultas públicas aguardam regulamentação.
Peru: já incluiu a Travel Rule em norma AML, com vigência em 2026.
Argentina: exige troca de dados, mas falta detalhamento técnico.
Chile: Lei 21.521 autoriza o CMF a implementar.
México: deve avançar com requisitos específicos após anos de estagnação.
Equador: permanece em fase exploratória.
A fragmentação regulatória dificulta a conformidade transfronteiriça. Quando duas empresas atuam em países com regras diferentes ou ausentes, a troca de dados falha, criando riscos operacionais e estratégicos.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





