O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, evitou comentar sobre o jantar promovido por Donald Trump com investidores de seu memecoin, realizado em 22 de maio no Trump National Golf Club, na Virgínia. A ausência de informações oficiais sobre os participantes motivou democratas a pedir investigação do Departamento de Justiça, sob suspeita de possível violação das leis federais de suborno e da cláusula de emolumentos da Constituição.
Em entrevista à CNN, Johnson afirmou desconhecer o evento e preferiu não opinar, ressaltando que estava focado na aprovação do orçamento federal de US$ 1,6 trilhão. Apesar da pressão por mais transparência, declarou que Trump foi “o presidente mais transparente” e “não tem nada a esconder”.
O jantar reuniu os 220 maiores detentores do memecoin TRUMP, incluindo o CEO da Tron, Justin Sun, cidadão chinês e principal investidor da plataforma cripto da família Trump, a World Liberty Financial. Sheldon Xia, CEO da BitMart, e o australiano Kain Warwick também participaram.
Democratas, liderados por Maxine Waters, apresentaram o projeto de lei “Stop TRUMP in Crypto Act”, que busca impedir Trump e sua família de lucrar com ativos digitais enquanto estiverem no cargo. Waters acusa Trump de usar sua influência política para impulsionar negócios relacionados a criptomoedas, citando o memecoin TRUMP, sua participação na World Liberty Financial e a stablecoin USD1.
A senadora Elizabeth Warren classificou o jantar como “orgia de corrupção” e reforçou o pedido para que a lista de participantes seja divulgada. Segundo a Bloomberg, a maioria dos convidados seria estrangeira, o que reforça as suspeitas de financiamento externo não declarado.
O caso amplia o debate sobre ética e regulação no setor cripto, além de intensificar a pressão política em torno da atuação de Trump nesse mercado.
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