A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira a Operação Worms 2, que investiga um esquema de fraudes eletrônicas que atingiu a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras do país. A ação ocorreu em Salvador e Vitória da Conquista, e integra a Força-Tarefa Tentáculos, iniciativa nacional dedicada ao combate a crimes bancários e digitais.
Segundo a PF, o grupo utilizava contas de terceiros para movimentar valores obtidos por meio de furtos eletrônicos, estelionatos e invasões de contas bancárias. Parte do dinheiro era enviada para plataformas de apostas online e também convertida em criptomoedas, etapa usada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.
As diligências resultaram no cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares e uma prisão preventiva. As investigações indicam operações que movimentaram mais de seis milhões e novecentos mil reais entre 2023 e 2024, em transações que também podem ter ligação com o tráfico de drogas.
Relatórios de inteligência mostram que o grupo utilizava instituições de pagamento, carteiras digitais, casas de apostas e exchanges de criptoativos para lavar o dinheiro. O bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos envolvidos foi determinado para impedir o acesso aos valores e enfraquecer a atuação da organização criminosa.
A PF informa que os investigados podem responder por associação criminosa, furto qualificado, estelionato majorado e lavagem de dinheiro. A operação integra a continuidade da investigação iniciada em 2022, que desmantelou diversas células de hackers especializados em acessar contas bancárias de terceiros.
Por que esse caso importa para o mercado cripto
A entrada de criptomoedas na rota de lavagem de dinheiro reforça a necessidade de educação, rastreabilidade e uso responsável desses ativos. O movimento das autoridades também confirma que o Brasil está ampliando sua capacidade de investigação digital, inclusive com técnicas mais avançadas de análise de blockchain.
Para usuários e investidores, entender os mecanismos de segurança, boas práticas de autocustódia e o funcionamento correto do setor é fundamental para evitar riscos e golpes.
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