Mineradora de bitcoin planeja expansão para o Brasil após receber aporte milionário

A mineradora de bitcoin Arthur Mining, criada por brasileiros e com atuação nos Estados Unidos, planeja expandir suas atividades para o Brasil em 2023, após receber um novo aporte no negócio.

Em entrevista ao Pequenas Empresas, Grandes Negócios, o presidente do negócio e autor do livro “O Futuro do Dinheiro”, Rudá Pelini, declarou que planeja crescer até 400% em suas atividades nos EUA.

O recurso recebido, no valor de R$ 23,5 milhões, veio de family offices, que realizaram aporte na empresa mineradora.

Mineradora de bitcoin planeja chegar ao Brasil no primeiro semestre de 2023

Com o novo aporte, a chegada da mineradora de bitcoin ao Brasil pode acontecer ainda no primeiro trimestre de 2023. Ou seja, até março uma operação que começou nos EUA, em 2020, chegará ao país sul-americano.

Em 2022, a Arthur Mining faturou R$ 15,9 milhões com suas instalações de mineração de bitcoin.

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A empresa atua no desenvolvimento e implementação de data centers, que podem minerar bitcoin com energia ociosa. De acordo com Pelini, essas são modalidades de energias produzidas e não consumidas, que acabam tendo seu uso pela empresa de mineração.

Ao construir um data center diretamente no local de produção de energia, a Arthur Mining consegue consumir o excedente produzido. Em explicação, Rudá disse que a prática remunera o produtor de energia, que antes perdia oportunidades.

Além de cobrar uma taxa para construir a operação nas empresas, a mineradora ainda divide a receita para administrar a mineração de bitcoin com as empresas de energia.

Oportunidade promissora no Brasil

A chegada no Brasil envolve uma oportunidade de mercado encontrada pela empresa que recebeu aportes nos últimos dias.

De acordo com o presidente da Arthur Mining, a energia ociosa no Brasil tem um custo mais baixo que na comparação com os Estados Unidos.

Assim, enquanto conseguiriam um custo de energia de fontes renováveis a US$ 15,00 por megawatt (MW) no Brasil, nos EUA o mesmo custo sai a 50 dólares por megawatt.

Com atualmente 40 colaboradores, a empresa espera contratar mais 20 profissionais para chegar ao Brasil oferecendo seus serviços ligados a mineração de bitcoin.

Em 2022, a Arthur Mining operou 15 MW nos Estados Unidos, com quase 20 clientes em sua base. A meta estabelecida após receber um aporte é operar 60 MW, aumentando consideravelmente sua produção.

O caso mostra que, embora o preço do bitcoin experimente volatilidade nos últimos meses, empresas seguem investindo na indústria de mineração e confiantes no longo prazo, incluindo o Brasil na rota do desenvolvimento.

Em uma conversa recente com o Livecripto, divisão em espanhol do Livecoins, o CEO da Arthur Mining, Ray Nasser, lembrou que muitos mineradores venderam Bitcoin com a queda, enquanto outros aproveitam as oportunidades para expandir suas operações.



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