Michael Saylor, fundador da Strategy e um dos nomes mais influentes no mercado de criptomoedas, passou a integrar oficialmente o Índice de Bilionários da Bloomberg neste domingo (7). A publicação estima que sua fortuna chegue a US$ 7,37 bilhões, posicionando-o entre as 500 pessoas mais ricas do planeta.
A Bloomberg ressalta, porém, que a avaliação pode estar subestimada. Isso porque, além de deter aproximadamente 8% das ações da Strategy — maior empresa detentora de Bitcoin no mundo —, Saylor declarou em 2020 possuir pessoalmente 17.732 bitcoins. Essas moedas, avaliadas atualmente em cerca de US$ 2 bilhões, foram desconsideradas no cálculo oficial por não haver confirmação de que o executivo ainda as mantém. Caso fossem somadas, sua fortuna ultrapassaria US$ 9,4 bilhões, elevando-o em mais de 100 posições no ranking.
A ascensão de Saylor ao índice acontece em um momento em que a Strategy continua aumentando sua posição em Bitcoin. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), a companhia anunciou a compra de mais 1.955 BTC, desembolsando US$ 217,4 milhões. Com isso, já soma 638.460 bitcoins, adquiridos por aproximadamente US$ 47,17 bilhões, a um preço médio de US$ 73.880 por unidade.
O perfil de Saylor no ranking da Bloomberg destaca que ele ganhou US$ 1 bilhão apenas em 2025, além de apresentar uma “classificação de confiança” de 3 em 5 estrelas. Próximo a ele na lista aparece Ricardo Salinas, magnata mexicano que afirma ter 70% de seu patrimônio em Bitcoin, com uma fortuna estimada em US$ 7,3 bilhões. Outros nomes do setor cripto já presentes incluem Changpeng Zhao (Binance), Giancarlo Devasini (Tether) e Brian Armstrong (Coinbase).
A crescente fortuna de Saylor, atrelada ao desempenho da Strategy e ao potencial de valorização do Bitcoin, reforça a visão de parte do mercado de que ele pode vir a ser o primeiro trilionário do mundo.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





