A empresa japonesa Metaplanet ampliou sua posição no mercado cripto ao adquirir mais 780 Bitcoins, elevando seu total para 17.132 BTC — o equivalente a mais de US$ 2 bilhões. Com a operação, a companhia consolida sua posição como a maior detentora corporativa de Bitcoin fora dos Estados Unidos, o anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), informando que a nova compra foi realizada a um preço médio de ¥17.520.454 por unidade (cerca de US$ 118.145), totalizando aproximadamente US$ 92 milhões. Ao todo, a Metaplanet já investiu US$ 1,7 bilhão em Bitcoin, com custo médio de aquisição de US$ 99.640 por moeda.
Segundo dados da BitcoinTreasuries.NET, a Metaplanet ocupa agora a sétima posição global entre as maiores tesourarias corporativas de Bitcoin, ficando atrás da Trump Media & Technology Group (18.430 BTC) e à frente da Galaxy Digital (12.830 BTC). A líder isolada segue sendo a Strategy (ex-MicroStrategy), com 607.770 BTC sob gestão, o movimento ocorre em meio a rumores de que a Metaplanet pretende utilizar suas reservas em BTC para adquirir empresas geradoras de caixa no Japão, incluindo a possível compra de um banco digital.
Além da exposição ao Bitcoin, a estratégia tem impulsionado os papéis da empresa. As ações da Metaplanet subiram 517% nos últimos 12 meses, com alta de 246% somente neste ano. A cotação atual gira em torno de US$ 8,36, segundo dados do Google Finance, em entrevista à Forbes Japan, o CEO Simon Gerovich destacou que o crescimento superou todas as expectativas. Segundo ele, a empresa não replica o modelo da Strategy, mas desenvolve um plano alinhado às especificidades regulatórias e fiscais do mercado japonês — incluindo compatibilidade com contas de poupança isentas de impostos, e a trajetória da Metaplanet confirma o crescente apetite institucional por Bitcoin na Ásia, sinalizando a maturidade do ativo como reserva de valor em tesourarias corporativas fora do eixo norte-americano.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





