Após quatro anos, o Mercado Livre voltou a investir em Bitcoin, adquirindo 157,7 unidades da criptomoeda no primeiro trimestre de 2025. A movimentação foi registrada junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) e eleva o total de ativos digitais da companhia para 570,4 BTC — hoje avaliados em cerca de US$ 59 milhões.
Segundo dados do site Bitcoin Treasuries, o preço médio pago por unidade foi de US$ 82.381, totalizando US$ 13 milhões na nova aquisição. Com isso, a companhia ocupa a 33ª posição entre as empresas públicas com maiores reservas de Bitcoin. O custo médio dos BTCs acumulados é de US$ 38.569, representando valorização de 167%.
Além do Bitcoin, o Mercado Livre detém 3.050 Ether (ETH), também adquiridos em 2021.
Histórico com ativos digitais
O Mercado Livre foi pioneiro entre as empresas latino-americanas ao investir em criptomoedas. O primeiro movimento ocorreu em 2021, com a compra de US$ 7,8 milhões em BTC. No mesmo ano, lançou a negociação de criptoativos no aplicativo Mercado Pago.
Desde então, expandiu sua atuação no setor ao adquirir participação no grupo 2TM, controlador da exchange Mercado Bitcoin, e lançou a Meli Coin, sua própria criptomoeda.
Em 2023, a empresa informou à SEC que custodiava US$ 21 milhões em ativos digitais pertencentes a usuários do Mercado Pago.
O CEO e fundador Marcos Galperin é um defensor do Bitcoin desde 2013. Para ele, a criptomoeda representa uma alternativa ao endividamento governamental e à inflação:
“Uma moeda que não pode ser desvalorizada pelos governos é essencial. O Bitcoin protege as liberdades individuais”, afirmou.
A retomada das compras sinaliza confiança renovada na tese cripto e reforça a presença da empresa no setor.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





