A lucratividade da mineração de Bitcoin recuou 7,4% em março, refletindo a desvalorização da criptomoeda e a redução das taxas de transação na rede. O dado faz parte de um relatório publicado pelo banco de investimentos Jefferies na última sexta-feira (12), ao qual a CoinDesk teve acesso.
Segundo o documento, o principal fator por trás da queda nos ganhos dos mineradores foi o recuo de 11,2% no preço médio do Bitcoin durante o mês, aliado à diminuição de 9,1% nas taxas cobradas por transação. Juntos, os dois elementos pressionaram as receitas das empresas que operam grandes parques de mineração.
Apesar do recuo na rentabilidade, as mineradoras listadas nos Estados Unidos aumentaram sua produção, extraindo 3.534 bitcoins em março, frente aos 3.002 minerados em fevereiro. A participação dessas empresas na rede total também cresceu, passando de 23,6% para 24,8% no mesmo período.
A MARA Holdings (MARA) liderou a produção, com 829 BTC minerados, seguida pela CleanSpark (CLSK), que cunhou 706 bitcoins no mês. O relatório destaca ainda que a MARA mantém a maior capacidade de processamento entre as mineradoras analisadas, com uma taxa de hash instalada de 54,3 exahashes por segundo (EH/s). A CleanSpark aparece em segundo lugar, com 42,4 EH/s.
Mesmo em meio à queda, o banco observa que, em abril, o Bitcoin tem apresentado melhor desempenho que o índice S&P 500, possivelmente impulsionado pela recente desvalorização do dólar.
Na tarde desta segunda-feira (14), o Bitcoin era cotado a US$ 84.917,25, mantendo relativa estabilidade após o anúncio da Casa Branca de que smartphones e computadores ficariam isentos de novas tarifas de importação, inclusive os fabricados na China. Ainda assim, o mercado segue atento às incertezas econômicas, com fortes oscilações influenciadas pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e os planos tarifários do presidente Donald Trump.





