O governo federal apresentou, durante o evento BlockchainGov 2025 em Brasília, o uso de tecnologia blockchain na nova Carteira de Identidade Nacional. A CIN passa a integrar uma arquitetura digital que utiliza os mesmos princípios tecnológicos que deram origem ao bitcoin, garantindo segurança, rastreabilidade e compartilhamento confiável de dados entre as instituições públicas envolvidas no processo de identificação civil.
Representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos destacaram que cerca de 40 milhões de brasileiros já possuem o novo documento. O secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, afirmou que a iniciativa representa um marco de cidadania, pois fortalece a integridade das informações pessoais e permite maior coordenação entre governo federal e estados. Ele ressaltou que o uso de blockchain é um dos elementos que tornam o sistema mais robusto e preparado para interoperar com políticas públicas em larga escala.
A Receita Federal e o Serpro são responsáveis por operar a camada tecnológica usada na emissão. O blockchain garante que consultas, inscrições e alterações de CPF e CIN sejam registradas de forma imutável, prevenindo fraudes e preservando a autenticidade dos dados. A solução também viabiliza o Cadastro Compartilhado, permitindo que órgãos de identificação civil verifiquem informações com mais rapidez e precisão.
A diretora de Pessoas, TI e Operações do BNDES, Helena Tenorio Veiga de Almeida, afirmou que a digitalização da identidade é fundamental para reduzir desigualdades no acesso a serviços públicos. Ela destacou que um país de dimensões continentais como o Brasil necessita de ferramentas de identificação confiáveis para facilitar a execução de políticas sociais e impulsionar iniciativas de transformação digital.
A nova identidade também serve como base da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil, que passará a concentrar dados de cidadania em um único repositório. Essa unificação beneficiará a população ao reduzir burocracias, acelerar concessão de benefícios e fortalecer mecanismos de auditoria. O documento digital no aplicativo GOV.BR complementa o sistema, permitindo que cidadãos acessem rapidamente sua identificação e cheguem ao nível de segurança “Ouro”, o mais alto na plataforma.
Durante o evento, a secretária adjunta de Governo Digital, Luanna Roncaratti, apresentou ainda a Infraestrutura Nacional de Dados, que reunirá normas, bases e ferramentas para qualificar e proteger informações públicas. O objetivo é integrar sistemas e melhorar a eficiência das políticas sociais por meio de análise e inteligência de dados.
Segundo nosso especialista em crescimento de comunidade, a adoção de blockchain na identidade nacional cria uma ponte importante entre inovação tecnológica e inclusão social. Ele indica que a estratégia deve fortalecer a confiança dos cidadãos nos serviços digitais, além de incentivar novos projetos que aproveitem a mesma arquitetura para melhorar áreas como saúde, educação e programas de transferência de renda. O especialista observa ainda que o uso de tecnologia distribuída aproxima o Brasil de padrões internacionais de governança digital, abrindo oportunidades de colaboração e desenvolvimento contínuo.
A nova Carteira de Identidade Nacional marca uma das maiores atualizações no sistema de identificação do país. Ao combinar infraestrutura pública, modernização tecnológica e princípios de segurança criptográfica, o governo pretende construir um ecossistema digital mais eficiente e acessível. Se consolidado, o modelo poderá servir de referência para outros países que buscam aprimorar seus sistemas de identidade de maneira segura, integrada e escalável.
