A corretora de criptomoedas Gemini, fundada em 2015 por Cameron e Tyler Winklevoss, deu entrada em um pedido confidencial de abertura de capital (IPO) junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). A empresa busca listar ações ordinárias Classe A, mas ainda não definiu o volume de papéis nem a faixa de preço.
Conhecida por sua atuação pioneira no setor, a Gemini foi a primeira a solicitar um ETF de Bitcoin no país, ainda em 2017, embora o pedido tenha sido rejeitado. Com sede nos Estados Unidos, a corretora movimentou US$ 341 milhões nas últimas 24 horas, sendo mais da metade em transações com Bitcoin. Suas carteiras somam US$ 6,88 bilhões em BTC, o que representa quase 80% dos ativos dos clientes.
O anúncio ocorre poucos dias após a Circle, emissora da stablecoin USDC, estrear na bolsa de Nova York com alta expressiva nas ações, sinalizando maior apetite do mercado por ativos digitais. Até então, apenas a Coinbase operava com ações listadas no setor cripto nos EUA.
Apesar do histórico inovador, a Gemini enfrentou recentemente dificuldades com a Genesis, do grupo DCG, que afetaram o programa de rendimentos ‘Earn’. A situação foi posteriormente regularizada.
Os fundadores também voltaram aos holofotes ao doarem R$ 10 milhões em Bitcoin para a campanha de Donald Trump, em crítica direta à política econômica do governo Biden.