A empresa de análise blockchain Global Ledger identificou que mais de US$ 15 milhões em ativos vinculados à exchange Garantex continuam em circulação, mesmo após o congelamento realizado pela Tether. Segundo relatório divulgado, uma carteira Ethereum associada à Garantex, que estava inativa, começou a acumular ether no dia 6 de março, tendo direcionado cerca de US$ 2,3 milhões para o mixer Tornado Cash. O saldo remanescente de US$ 6,1 milhões permanece parado.
Movimentações semelhantes foram detectadas em bitcoin, com 2,2 BTC sendo transferidos para a rede TRON e parcialmente enviados à corretora Grinex. Para Lex Fisun, CEO da Global Ledger, a situação evidencia falhas na aplicação de sanções: “O caso Garantex desmascara a ilusão de controle que muitos ainda sustentam. Não é uma falha legal, mas sim de enforcement.”
Em 6 de março, a Tether congelou US$ 27 milhões em USDT da Garantex, levando a exchange a interromper as operações e acusar a empresa de iniciar uma “guerra contra o mercado cripto russo”. As sanções contra a Garantex começaram em abril de 2022, impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, sob alegações de negligência em políticas de prevenção à lavagem de dinheiro. A União Europeia reforçou as sanções em fevereiro de 2025.
Dias após o congelamento, a Garantex anunciou que seu fundador, Aleksej Bešciokov, foi detido na Índia, com possibilidade de extradição para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de conspiração para lavagem de dinheiro.
Como resposta, autoridades russas passaram a defender o desenvolvimento de uma stablecoin nacional. Em abril, o Ministério das Finanças e o Banco Central da Rússia anunciaram planos para lançar uma exchange cripto destinada a investidores “super-qualificados”.
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