A fintech Magie alcançou a marca de R$ 1 bilhão em volume transacionado ao integrar serviços bancários ao WhatsApp por meio de agentes de inteligência artificial. A plataforma permite operações como Pix por texto ou voz, pagamento de boletos por imagem e consulta de saldos, sem precisar de um aplicativo próprio.
Criada para atender usuários com contas em múltiplas instituições, a Magie centraliza funções financeiras no app de mensagens mais popular do país. Segundo o fundador Luiz Ramalho, a proposta é oferecer uma experiência simples e segura, com foco no uso cotidiano.
A empresa também lançou uma conta PJ voltada a autônomos e microempreendedores que já utilizam o serviço, com o objetivo de separar finanças pessoais e profissionais. A conta, porém, não atende empresas com estrutura complexa.
Com um modelo baseado em distribuição de produtos financeiros e sem oferta de crédito, a Magie evita riscos de inadimplência, o que, segundo Ramalho, permite maior escalabilidade. A receita vem de comissões pagas por parceiros integrados à plataforma.
Com 30 funcionários e apoio de ex-executivos do Nubank e da Loft entre os fundadores, a Magie levantou R$ 28 milhões em rodada semente liderada pela americana Lux Capital. O próximo passo é o lançamento de um app próprio com recursos de organização financeira, previsão de gastos e integração com Open Finance.
Para Ramalho, o diferencial está na tecnologia. “O WhatsApp é só o canal. O que estamos construindo é o agente de IA, que pode operar em qualquer plataforma”, afirmou. O plano é expandir o serviço para outros ambientes, como Telegram, sites e apps, consolidando a Magie como infraestrutura inteligente para finanças pessoais.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





