A Fidelity, por meio de sua subsidiária NFS (National Financial Services LLC), tornou-se a maior acionista da Metaplanet, empresa japonesa listada na bolsa de Tóquio que segue uma estratégia de acumulação de Bitcoin semelhante à adotada pela americana Strategy.
A NFS agora detém 12,9% da companhia, equivalente a 84,4 milhões de ações — cerca de ¥130 bilhões (US$ 820 milhões).
O movimento está alinhado com o histórico da Fidelity no setor cripto. A gestora administra o FBTC, segundo maior ETF de Bitcoin do mundo, com mais de 206 mil BTC sob custódia.
O investimento na Metaplanet reforça a estratégia da empresa de diversificar sua exposição ao ativo digital, tanto direta quanto indiretamente.
Já a Vanguard, historicamente crítica ao Bitcoin, surpreendeu o mercado ao se tornar a maior acionista da Strategy, companhia que possui mais de 600 mil bitcoins em caixa.
A decisão causa estranhamento, já que a gestora ainda proíbe a negociação de ETFs de Bitcoin à vista por seus clientes e, no passado, seu CEO chegou a afirmar que a criptomoeda não deveria ser considerada reserva de valor.
O presidente da NovaDius, Nate Geraci, destacou a incoerência: “A Vanguard é agora a maior acionista individual da Strategy, mas seus usuários seguem impedidos de comprar ETFs de Bitcoin em sua plataforma.”
A movimentação de ambas as gestoras mostra que, apesar das divergências públicas, o setor financeiro tradicional está reposicionando suas estratégias frente ao avanço e institucionalização do mercado de criptoativos.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





