Os fundos de índice (ETFs) à vista de Bitcoin e Ether nos Estados Unidos registraram na última quinta-feira (10) um fluxo maciço de capital, somando US$ 1,55 bilhão em entradas líquidas, o segundo maior volume diário já registrado desde o lançamento desses produtos. Os dados são da consultoria Farside Investors.
O destaque do dia foi o iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), da BlackRock, que sozinho recebeu US$ 448 milhões em aportes. Logo atrás, o Wise Origin Bitcoin Fund, da Fidelity, captou US$ 324 milhões. As entradas refletem o fortalecimento do rali do Bitcoin, que ultrapassou US$ 113.800 na quinta-feira e seguiu renovando máximas até a sexta.
O único dia com maior volume de entradas foi em 7 de novembro de 2024, quando Donald Trump venceu as eleições presidenciais dos EUA, o que gerou uma movimentação histórica de US$ 1,37 bilhão em ETFs de Bitcoin.
Os ETFs à vista de Ether (ETH) também tiveram desempenho excepcional. As entradas líquidas somaram US$ 383,1 milhões, marcando o segundo maior fluxo da história desses produtos. O protagonismo ficou com o iShares Ethereum Trust ETF (ETHA), também da BlackRock, que atraiu US$ 300,9 milhões — seu melhor desempenho diário desde o lançamento.
Esse movimento reforça o crescente interesse institucional pelo Ethereum, especialmente após a aprovação dos ETFs spot da criptomoeda em maio, o que abriu caminho para produtos mais acessíveis e regulamentados.
Apesar da força dos números, a adoção entre consultores financeiros tradicionais ainda é cautelosa, segundo Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Geraci destacou que o volume quase recorde foi alcançado mesmo com a reticência de muitos profissionais em recomendar diretamente ETFs de criptoativos a seus clientes.
Ainda assim, o fluxo crescente indica uma mudança gradual de postura no mercado financeiro, com investidores institucionais e gestores de patrimônio adotando os ETFs como uma via segura e regulada para exposição ao mercado cripto.
A forte entrada de recursos ocorre em meio a uma conjuntura favorável para ativos digitais, ou seja:
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O Bitcoin renovou máximas históricas, operando acima de US$ 118 mil;
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Os ETFs estão se consolidando como canais preferenciais para exposição a criptoativos;
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A expectativa de corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve alimenta o apetite ao risco.
Esses fatores criam um ambiente propício para a aceleração do fluxo de capitais em Bitcoin e Ether — tanto por parte de investidores individuais quanto institucionais.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





