A adoção corporativa do Bitcoin deve crescer de forma expressiva até o fim da década, com empresas públicas podendo alocar até US$ 330 bilhões em BTC até 2030. A estimativa consta em relatório divulgado nesta segunda-feira (5) pela corretora Bernstein.
A tendência será liderada pela Strategy — novo nome da MicroStrategy —, que já acumula cerca de 555.450 BTC, equivalente a mais de 2,6% de toda a oferta da criptomoeda. Segundo o relatório, a empresa de Michael Saylor pretende dobrar sua exposição nos próximos anos, podendo alcançar US$ 124 bilhões em bitcoin, financiados por meio de ações, caixa e dívidas estruturadas com foco na criptomoeda.
De acordo com a Bernstein, companhias com mais de US$ 100 milhões em caixa e baixa perspectiva de crescimento devem representar a maior fatia dessa movimentação, com alocações estimadas em até US$ 190 bilhões. Já empresas menores, que buscam replicar o modelo de tesouraria da Strategy, poderiam contribuir com mais US$ 11 bilhões, enquanto grandes corporações mais conservadoras podem entrar com US$ 5 bilhões até 2027.
Atualmente, empresas de capital aberto detêm cerca de 720 mil BTC — aproximadamente 2,4% da oferta total da moeda digital, segundo o estudo.
Apesar do sucesso da Strategy, os analistas da Bernstein alertam que replicar sua estratégia é complexo, especialmente para companhias com menos recursos. O diferencial está na capacidade de estruturar instrumentos financeiros inovadores, como a emissão de dívidas lastreadas em bitcoin.
O relatório também destaca o papel da regulamentação como motor da adoção corporativa. A reversão da regra SAB 121 pela SEC (a CVM dos EUA) e propostas como a criação de uma reserva nacional de Bitcoin, defendida pelo ex-presidente Donald Trump, são vistas como sinais positivos. O Reino Unido também tem demonstrado apoio ao setor, fortalecendo o ambiente global pró-cripto.





