Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, afirmou que o Bitcoin se consolidou como a melhor alternativa para empresas que buscam preservar valor em seus caixas. Segundo ele, o ativo é hoje “o melhor cavalo nesta corrida”, superando opções tradicionais como títulos do Tesouro americano.
Em entrevista à CNBC, Hougan destacou que 79 empresas públicas dos EUA já acumulam US$ 57 bilhões em Bitcoin, e projeta que “milhares” devem seguir essa estratégia diante da crescente incerteza fiscal e monetária.
Entre os novos nomes, a GameStop adquiriu 4.710 BTC, avaliados em cerca de US$ 450 milhões, e estuda levantar mais US$ 1,75 bilhão para reforçar sua posição.
A avaliação de Hougan é de que manter liquidez em dólares ou ativos indexados ao Tesouro dos EUA tornou-se arriscado, dada a inflação persistente e o aumento da dívida pública. O Bitcoin, segundo ele, representa uma forma mais robusta de proteção de capital.
No mesmo contexto, Michael Saylor, fundador da MicroStrategy, voltou a defender que grandes corporações adotem a criptomoeda. Em resposta a um comentário sobre o programa de recompra de ações da Apple, Saylor foi direto:
“A Apple deveria comprar Bitcoin.”
Com um caixa bilionário e programa de recompra de US$ 100 bilhões anunciado em maio, a Apple poderia, segundo analistas, se tornar rapidamente a maior detentora corporativa de BTC. Hoje, esse posto pertence à MicroStrategy, com cerca de US$ 62,7 bilhões em Bitcoin sob gestão.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





